Coleção pessoal de pensador
Montanhas vão cair
Demônios fugirão
Ao ouvir que Jesus é o rei dos reis
Não há poder maior, nada resistirá
Há um nome que clamo em meio às lutas
Há uma canção capaz de confortar
Há uma voz que acalma a tempestade
Ele é Jesus
Quem anda sobre as águas?
Quem fala com os mares?
Quem, no fogo, está comigo?
Quem ruge como um leão?
O cordeiro que foi morto
Quem leva a cura em Suas mãos?
Jesus
Há uma luz que vence a escuridão
Há um rei que sempre reinará
Há liberdade de todas as algemas
Ele é Jesus
Alto preço Ele pagou
Tão livremente se entregou
Por nossa redenção se deu
E o céu se abriu (eu creio)
Há poder no nome de Jesus
Nada muda instantaneamente: numa banheira que se aquece gradualmente, você seria fervida até a morte antes de se dar conta.
Com esplendor de um rei
Em majestade e luz
Faz a terra se alegrar,
Ele é a própria luz
E as trevas vão fugir
Tremer com Sua voz
Meu Deus é
Deus de milagres, Deus de promessas
Caminho no deserto, luz na escuridão
Meu Deus, esse é quem Tu és
Eu gostaria de não ter vergonha. Gostaria de ser sem vergonha. Gostaria de ser ignorante. Então eu não saberia o quanto era ignorante.
Vivíamos, como de costume, por ignorar. Ignorar não é a mesma coisa que ignorância, você tem de se esforçar para fazê-lo.
Em certo momento crucial para o Rio, aquele da transição entre o trabalho escravo e o trabalho livre e entre a Monarquia e a República, a cidade encarou os pobres como elementos das “classes perigosas” (a expressão foi largamente utilizada em documentos oficiais do período) que maculavam, do ponto de vista da ocupação e reordenação do espaço urbano, o sonho da cidade moderna e cosmopolita.
Ao mesmo tempo, era dessas “classes perigosas” que saíam os trabalhadores urbanos que sustentavam – ao realizar o trabalho braçal que as elites não cogitavam fazer – a viabilidade desse mesmo sonho: operários, empregadas domésticas, seguranças, porteiros, soldados, policiais, feirantes, jornaleiros, mecânicos, coveiros, floristas, caçadores de ratos. Pouca coisa mudou nesse embate disfarçado de cordialidade desde então.
Uma das lições mais assustadoras do fascismo é que ele não precisou de revoluções ou armas para chegar ao poder: chegou por vias legais , como um movimento moralizador, purificador e salvacionista de classe média.
