Coleção pessoal de pensador
A chave para perdoar os outros é deixar de se concentrar no que eles fizeram e começar a concentrar-se no que Deus fez pra você.
O fato de você não ver Jesus no meio da tempestade não significa que Ele não está enxergando você dentro do barco.
Tenha calma, a tempestade que leva você pro fundo, pode trazer você pra praia novamente. Se você tiver calma, aquilo que te aflige te salva.
Eu não tinha idade o bastante para ser sábia, então eu a amava mais, não menos, porque sabia que ela seria tirada de mim em breve.
Havia também uma canção nessa floresta, mas era uma canção selvagem, um sussurro de loucura e choro e raiva.
Ele pode ser um mago imortal, mas continua sendo um homem, e nossos pais se uniriam e o matariam se a cada dez anos ele quisesse usar uma de nós como comida. Ele nos protege contra a Floresta, e somos gratos; mas não tanto assim.
Todas essas histórias devem ter acabado desse mesmo jeito, com alguém cansado saindo de um campo cheio de morte e indo para casa, mas ninguém jamais cantava essa parte.
Seu nome tinha gosto de fogo e asas, de fumaça em espiral, de sutileza e força, e do sussurro áspero das escamas.
Se a graça é remédio divino para o pecado original e se o remédio apazigua a crise epiléptica, a arte é o mais eficaz de todos os remédios humanos. O melhor deles.
A doença que cresce e vai devastando o ser humano por toda a vida é a principal responsável pela busca da imortalidade a ser alcançada pela obra de arte construída em independência da dor inafiançável e da exclusão educada do artista pelos companheiros e pelos pares.
Enquanto houver vida no planeta Terra, lá estará – sob a forma monocelular – seu mais orgulhoso e prepotente habitante, o ser humano. Eu, por exemplo, descendente dos Ferreira Ramalho, ou você.
A memória domina mais a linguagem – isto é, o extravasamento dos sentimentos em palavras – do que um de nós gosta de acreditar (...). A memória é mistério e trafega pela linguagem à semelhança do barco a vela pelo mar, impulsionado pelo vento previsível e imprevisível do amanhecer.
Tive na minha vida essas viagens que nunca acabavam nem começavam, de e para lugar nenhum, e onde eu passava a maior parte do tempo sem fazer nada, andando nas ruas, sentada em cadeiras pré-moldadas, deitada em colchas de hotéis baratos, olhando o negro das janelas de metrôs, o branco das janelas dos aviões, falando frases que não eram minhas. Desse período, tão longo, ficaram uns poucos dias. Uns porque nunca acabaram, outros porque nunca existiram, o anterior se debruçando sobre o novo que não conseguiu se instalar.
Gosto dele, acho, não sei mais. Conheço fatos sobre ele, não ele. Faço histórias em que ele possa caber, todas um pouco falsas, como são as histórias. Não sei quem ele é. Acho que, enquanto não souber e precisar portanto fazer histórias, fico com ele. Quando não houver mais nada a adivinhar, tirar, vou embora. Talvez nunca vá. Talvez eu me engane. E nunca acabem, as histórias.
Homem que é homem chora quando a música é muito bonita e faz lembrar outros tempos mesmo quando não há exatamente outros tempos, são tão jovens.
