Coleção pessoal de pensador

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Ao escrever um livro, a primeira pessoa que você deve pensar em agradar é você mesma.

As obsessões são as únicas coisas que importam.

Nenhum escritor jamais trairia sua vida secreta. Isso seria como ficar nu em público.

Não há nada mais odioso do que a música sem significado oculto.

Eu conto ao meu piano as coisas que eu costumava contar para você.

Sou um revolucionário. O dinheiro não significa nada para mim.

Gostaria de poder jogar fora os pensamentos que envenenam minha felicidade. E, mesmo assim, sinto certo prazer em ceder a eles.

Toda dificuldade evitada se tornará um fantasma mais tarde que perturbará nosso descanso.

A liberdade não é um feriado instantâneo, como sonhávamos antes. É uma estrada. Uma estrada longa. Nós sabemos disso agora.

A realidade sempre me atraiu como um ímã; me torturou e me hipnotizou. Eu queria capturá-la no papel.

Eu amo a voz humana solitária. É o meu maior amor.

Ela fez carinho nas cicatrizes
Na sobrancelha e nos dedos
Disse que eu sou preto divino
E humanos nunca matam deuses

Admito, sinto medo às vezes
A violência me olha com sede
Homem da caverna de Platão
Atirando pra pintar paredes
Orixás moram na minha testa
Coroa celestial
Prêmios por minha cabeça
Quem tentar sabe o final

Minhas dores gritam no meu grito exausto
Corpo casto, corpo gasto
Negro filho do sol, nasci astro
Leia na noite do meu corpo seu signo
Me siga dos bons aos cínicos
Destruindo seu reinado de prédios
Me sinto Tim Maia, então chame o síndico

Mesmo querendo me soltar
O mundo vai negar, dizendo que eu sou a bruxa
Sei que não é faz de conta
Fogueira tá no sangue

Eu como a torta de maçã
Pra não fazer desfeita
Garfos pro lado e eu me finjo satisfeita
Aprendi bem cedo a ser uma linda princesa
Na mesa, cumprindo ordens de etiqueta

Cansei de andar a pé
Eu quero ir pro espaço
De charrete ou de caminhão

Se é bom, é ruim
Se é ruim, é bom
Não há um meio termo

Se é oito ou oitenta
Não há quarenta
Então nem vem pela metade

Pela meta

Teu amor foi embora e você nem percebe
Que os dias amanhecem e você nem acorda

As cores foram embora e você nem se pintou
O açúcar foi embora levou todo o sabor
Tristeza pôs um véu em você, te cegou
Agora todos foram embora, só você se ficou

Não tem feitiço que conserte, fada S.O.S
Eu fico inerte, pois tu me aquece
Eu quero alguma coisa
Que diminua a distância entre eu e você

Hey, estrela cadente, não dá
Não dá a devida atenção
Noites virando no colchão

E então você subiu de escada
Desfez as malas
Como se fossem nada
E os pesadelos
Viraram contos de fadas e somos dublês

As lojas estão fechadas
Os passos sumiram das escadas
Os carros desalojaram as ruas
Não se respira no caule das torres envidraçadas

(A poesia pura
perpendicula
nos varais e fios de alta tensão
A poesia grita
na pausa dos postes
sussurra
ouvido colado ao chão)