Coleção pessoal de pensador
Você tem o meu coração. Não sei se você merece ou não. Não sei dizer se você é herói ou vilão, mas não parece importar. Seja como for, meu coração é seu.
Enquanto a anarquia for sinônimo de caos e desespero, os anarquistas sempre serão sinônimo de vilania.
Eu não quero ser a rainha! Eu quero… Não sei. Se um dia eu me casar, eu quero que haja romance e paixão. Quero me apaixonar.
Se havia uma coisa que ela aprendera ao longo dos anos como mecânica era que certas manchas nunca saíam.
O vencedor tem convicção de que deve sonhar alto, afinal, pior do que não atingir um sonho alto, é concretizar um sonho pequeno, comemorar e se conformar. Devemos comemorar pequenas vitórias. Mas jamais nos acomodarmos com essas conquistas, que não são as que realmente sonhamos.
Viver é algo incerto, e isso é bom. As certezas geralmente fazem mal. A dúvida, a curiosidade, aquele friozinho na barriga, é que provocam nos campeões aquela vontade em levantar da cama. É essa incerteza da derrota, ou da vitória, que ativa o melhor que temos para oferecer.
O que precisamos para realizar nosso trabalho é de conhecimentos e atitudes. Ferramentas você improvisa ou empresta, já conhecimento e atitude não dá para emprestar.
É importante aprender a criar uma mente vencedora, capaz de compreender que os mais lindos sorrisos só surgem depois das lágrimas, e que as mais belas flores sempre nascem em meio aos espinhos.
O maior problema dos jardins é quando os jardineiros decretam a morte das flores antes de semeá-las. Do mesmo modo, o maior problema das pessoas é quando elas decretam fracassos mentais dos seus projetos antes de plantá-los.
COMO TE EXTINGUES em mim:
ainda no último
e gasto
nó de ar
estás lá com uma
faísca
de vida.
(Tradução de Claudia Cavalcanti)
Distâncias
Olho no olho, no frio,
deixa-nos também começar assim:
juntos
deixa-nos respirar o véu
que nos esconde um do outro,
quando a noite se dispõe a medir
o que ainda falta chegar
de cada forma que ela toma
para cada forma
que ela a nós dois emprestou.
(Tradução de Claudia Cavalcanti)
Morte
A morte é uma flor que só abre uma vez.
Mas quando abre, nada se abre com ela.
Abre sempre que quer, e fora da estação.
E vem, grande mariposa, adornando os caules ondulantes.
Deixa-me ser o caule forte da sua alegria.
(Tradução de João Barrento)
Salmo
Ninguém nos molda de novo da terra e do barro,
ninguém conjura o pó nosso.
Ninguém.
Louvado sejas, Ninguém.
Por amor a ti queremos
florescer.
Ao encontro
de ti.
Um nada
éramos, somos, seremos
ainda, a florescer:
a Rosa-de-Nada, a
Rosa-de-Ninguém.
Com
o almacândido cálamo,
o ermoceleste filamento,
a rubra coroa
do verbo purpúreo, que cantávamos
sobre, oh sobre
o espinho.
(Tradução de Matheus Guménin Barreto)
Do Azul
Do azul que ainda busca seu rosto, sou o primeiro a beber.
Vejo e bebo de teu rastro:
Deslizas pelos meus dedos, pérolas, e cresces!
Cresces como todos os esquecidos
Deslizas: o granizo negro da melancolia
Cai num lenço, todo branco pelo aceno de despedida.
(tradução de Claudia Cavalcanti)
Cristal
Cristal
Não procura nos meus lábios tua boca,
não diante da porta o forasteiro,
não no olho a lágrima.
Sete noites acima caminha o vermelho ao vermelho,
sete corações abaixo bate a mão à porta,
sete rosas mais tarde rumoreja a fonte.
(tradução de Claudia Cavalcanti)
