Coleção pessoal de pensador
Essa é a questão da vida. Você nem sempre tem uma segunda chance e não há garantias. O amor é a única coisa que realmente importa.
Engraçado como as pessoas se movem por esse mundo deixando pequenos pedaços da sua história com aqueles que conhecem, para que eles possam carregá-la. Isso faz você se perguntar o que aconteceria se todas essas pessoas juntassem as suas peças do quebra-cabeça.
Às vezes, olho para minha estante de livros e penso que um dia vou morrer sem nunca ler muitos desses livros. Algum deles poderia mudar a minha vida e eu nunca vou saber.
Nada faz você se sentir mais exposto do que alguém identificando um desejo que você nunca soube que tinha.
Percebi que toda pessoa é um mundo diverso. O que importa é a pessoa, não os princípios e regras, mesmo se ela parecer horrível por fora.
Viva, mesmo achando que vai se magoar. Pelo menos terá vivido. As coisas que não vive doem mais ainda.
Eu nunca mais comemorei meu aniversário. Não fazia sentido. Percebi que não há dias especiais na vida, só momentos especiais. E você não escolhe quando eles vão acontecer.
Eu me recuso a me defender. Mesmo me defendendo significaria admitir culpa. Seria dizer: “Poderia ser eu, mas não foi.”
O amor é puro interesse. Se der o que a pessoa quer, ela vem. Senão, ela vai embora. É um jogo nojento.
O olhar estrutural sobre as relações raciais nos leva a concluir que a responsabilização jurídica não é suficiente para que a sociedade deixe de ser uma máquina produtora de desigualdade racial.
O racismo, como processo histórico e político, cria as condições sociais para que, direta ou indiretamente, grupos racialmente identificados sejam discriminados de forma sistemática.
O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida.
O racismo se expressa concretamente como desigualdade política, econômica e jurídica. Porém o uso do termo estrutura não significa dizer que o racismo seja uma condição incontornável e que ações e políticas institucionais antirracistas seja inúteis; ou, ainda, que indivíduos que comentam atos discriminatórios não devam ser pessoalmente responsabilizados.
Uma pessoa não nasce branca ou negra, mas torna-se a partir do momento em que seu corpo e sua mente são conectados a toda uma rede de sentidos compartilhados coletivamente, cuja existência antecede à formação de sua consciência e de seus efeitos.
Há grande controvérsia sobre a etimologia do termo raça. O que se pode dizer com mais segurança é que seu significado sempre esteve de alguma forma ligado ao ato de estabelecer classificações, primeiro, entre plantas e animais e, mais tarde, entre seres humanos.
Saber-se negra é viver a experiência de ter sido massacrada em sua identidade, confundida em suas expectativas, submetida a exigências, compelida a expectativas alienadas.
