Coleção pessoal de pensador

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⁠No Dia dos Pais, tu ganha uma gravata
Fazer a janta enxugando as lágrima
Pegar o salário e fazer mágica
Sem deixar a peteca cair
Ser contra todos, ser contra tudo
Ter que enfrentar de frente o mundo, ó
Ser mãe é viver sem ter o botão de desistir

⁠Não desejo mal pra quase ninguém, sinceridade
Mas se mexer com minha família vai entender esse quase
Tenho sangue no meu olho, barbas na minha cara
Trago lembranças na bagagem, levo respeito de casa

⁠Hoje em dia todo mundo quer ser rua e favela
Quero ver disposição pra viver aqui dentro dela
Os polícia invadindo, tia andando com pressa
Goteira na telha nesse clima de guerra

⁠Se a carga dessa caneta não é bastante pro meu ódio
E minha sede de vingança não vale o tamanho do pódio
Quando eu não vejo saída, me pego a rimar
Foi o jeito que esse pecador encontrou pra rezar

⁠Favela chorou, jogador sangrou
Lágrimas molham o solo sagrado
Saudade ficou de quem Deus levou
Hoje eu lembro dos momentos bons
Abrace agora quem tá do lado

⁠Eles diz que são favela
Mas não pisa aqui
Sinceridade é igual bala
Eu tenho que cuspir
Enganar os outros é um esporte que eu não tenho praticado
Que até hoje eu ainda não aprendi a mentir

⁠Se for preto atiram e depois perguntam o nome
Morre sem registro, sem nenhum valor
Rende a homenagem do soldado
Tudo que custou, a operação, toda munição
E a dor da mãe, capital de giro do Estado

⁠Sem medo da polícia chegar, pra mim tá tudo bem
Nós não devemos nada a ninguém
Nem eu pra você e nem você pra mim
E a gente se gosta assim

⁠Eu sei onde eu piso, pego obstáculo
Eu levo pro palco e faço espetáculo
E aviso pra todos os meus favelados,
A guerra e a paz não é pra homem fraco

⁠Mudando o futuro contra a tempestade.
Com a mão no remo eu sigo meu rumo
Preciso de Deus e a família do lado,
Os que me abandona eu me acostumo

⁠Havia no ar uma luminosidade surpreendente e o zumbido dos insetos, o canto dos pássaros e o riso das crianças enchiam o espaço; por toda a parte reinava a luz, a alegria, o desejo de viver, de ser feliz, de ser bom.

⁠O céu está sombrio e escuro, cinzento-escuro. O que foi a vida em todos esses anos? Sacrifício e devotamento. É como ver numa tarde assim de chuva, pesada de tristezas. Mas não sei lamentar; se fosse preciso recomeçar novamente, novamente faria minha vida a mesma que foi, de sacrifício e devotamento. Devo ser feliz porque cada filho seguiu o caminho escolhido. (...) Grossas gotas de chuva caem do céu sobre a terra, sobre as árvores e sobre os telhados. Cor de cinza. Solidão.

⁠Fiquei então imóvel ouvindo apenas o leve tique-taque enquanto foi se fazendo escuro à minha volta e percebi que já era noite. Não me levantei para acender as luzes. Para quê? Tudo era escuro e sombrio na minha vida e não era a luz que iria clarear minha solidão.

⁠Ele não me pertencia mais, pertencia ao mundo que o reclamava.

⁠Pra que serve ser amigo? Amigo é pras horas alegres? Horas de festa? Hora de comer e beber? Não. Amigo é ali no duro; nas horas de aperto é que se conhece o amigo. Ou então não é amigo, é uma besta.

⁠Cada um é que faz seu próprio mundo, faça também o seu.

⁠O fim da história é que todos somos diferentes, meu filho. No físico, no moral, no gosto, no caráter, nas particularidades, nas tendências, na essência, enfim.

⁠Nunca disse aos meus filhos para serem honestos. Sabe por quê? Porque sempre pensei que a gente já nascesse honesta e isso não se ensinasse.

⁠Por que você criou uma continuação se ninguém quer continuar nesta vida?

⁠Você é apenas uma ilusão. Você não passa de um personagem que eu criei.