Coleção pessoal de pensador
Meu amor, seu amor
São complementos como yin-yang
A nossa química grudou no sangue
Eu e tu vamo formar uma gangue
Larga tudo e vem curtir um funk
O mesmo que protege é o mesmo que dispara
O mesmo que te fere diz que o tempo sara
Mas o que difere é tua postura
Dizem que é impossível, mano, vai na marra
Não existe impossível pra quem se prepara
Mas ter dinheiro não quer dizer que eu tô
Feliz com tudo que tá acontecendo
Sabendo que dinheiro é a raiz do mal
Que plantaram, adivinha quem tá colhendo?
Letra nós tem de sobra
Mãos ao alto não, mãos a obra
Eu não corri tanto pra ficar com a sobra
Cê só vê minha sombra enquanto o cachê dobra
Temos todas opções pra viver dias melhores
Cê sabe que me tem na mão, pena que tu não se envolve
Ela roubou meu coração, olha que nem tinha revólver
Agora eu tô na solidão, faz favor, devolve
Bloco de rima
altruísmo desastroso erva luz
par do meu florescer interminável
enxerto na bolsa do teu alicerce
segura pelo meu desastre
neste jogo de semente em algodão
demora na construção da pá
empresa escalando rendições em teu poço
em teu mito do desinteresse
auxiliado pela repetição (elo-azar)
essa mancha patinada — geração
quilha substituindo o céu
nó da surdez e os crimes da natureza
enquanto escapa de mim em fundura
rumo ao que se emenda com desistência
com o uso excessivo de lembranças
adesivo da chegada ao outro
esse arpão que BUM e descasca o excitamento
de centro do mundo e menos a enraizar
sumindo dentro dos crimes da natureza
esse tiro guardado dentro da flor
mudez que empresta aos teus olhos o voar
dormir — brasa atada a brasa
despejado em caminhão de mudança
(semente que todo presente sem fogo é)
dormir — as medidas da casa que habitamos
sem plástico-bolha
sem feltros sem gota de esperança
enquanto meus ouvidos balançam as lâminas e
meus joelhos pesam o que descabe em seu contento
(e pelo resto desse orelhão aplicado a seco)
me deixando casca
de não saber se vida é caminhão parado
se é caminhão movimento
A vida é construída a partir da morte de outra vida. Se está disposto a matar, então tem a obrigação de comer.
Seja do outro lado do planeta ou bem na frente dos seus olhos, contanto que uma pessoa esteja segura, não importa quantas outras pessoas morram. Isso não é humanidade?
Quando a garantia de segurança balança bem na frente dos seus olhos, os humanos desviarão os olhos da probabilidade.
Todas as pessoas estão onde estão por causa das escolhas que fizeram. Cada uma das escolhas que fizemos se acumularam e nos uniram. E é por isso que estamos onde estamos agora.
