Coleção pessoal de pensador
O Burro carregando o sal
Um burro atravessava um rio carregando sal. Como escorregasse e caísse na água, o sal derreteu e tornou-se mais leve. Feliz com isso, quando certa vez passava novamente perto do rio carregando esponjas, acreditou que, se caísse de novo, também aquela carga se tornaria mais leve. Então, escorregou de propósito. Mas aconteceu-lhe que, como as esponjas absorveram a água, ele não pôde mais levantar-se e ali morreu afogado.
Fábula A Lebre e a Tartaruga
Uma tartaruga e uma lebre discutiam sobre qual era a mais rápida. E, então, marcaram um dia e um lugar e se separaram.
Ora, a lebre, confiando em sua rapidez natural, não se apressou em correr, deitou-se no caminho e dormiu. Mas a tartaruga, consciente de sua lentidão, não parou de correr e, assim, ultrapassou a lebre que dormia e chegou ao fim, obtendo a vitória.
Acredito que cada pessoa é única, então merece um funeral único. Acredito que toda vida e toda morte tem uma história que vale a pena ser contada.
O que isto significa? Despedir-se? Despedir-se significa abrir mão. Hoje, estamos nos separando de uma pessoa amada para seguirmos com a vida. Mas isso não significa esquecê-la. Pelo contrário.
Vocês moram juntos. Têm ótimos filhos. Vocês se casam. Saem de férias, juntos. Mudam de casa. Vocês discutem. Fazem as pazes. E então… Então, o desgraçado vai embora. Tudo acaba. Então, você se pergunta: “Nós éramos felizes? Essa era a melhor vida que poderíamos ter tido?” E a resposta é: eu não sei.
Os pássaros cantam como cantaram ontem. Nada muda essa nova rotina diária. Só que você se foi. Está livre agora. E nossas lágrimas lhe desejam sorte.
Ela preferia os heróis imaginários aos verdadeiros, porque, se cansava, podia trancar os primeiros no assador de metal até que fossem reconvocados, e os últimos eram menos manejáveis.
Não podemos fazer muito, mas podemos fazer nossos pequenos sacrifícios, e é importante que os façamos com boa vontade.
Você tenta lutar contra a timidez, e eu a amo por isso. Lutar contra nossos defeitos não é fácil, bem sei, e uma palavra alegre ajuda a animar.
Nunca sigo conselhos; não consigo ficar parada o dia inteiro, e não sou um gato para ficar cochilando ao lado da lareira. Eu gosto de aventuras e vou procurar algumas.
Eu faço parte do imaginário, da memória afetiva, do momento mágico das pessoas. Para muita gente eu ainda sou aquela que descia da nave de chuquinhas, a intocável, a quase E.T. Rugas não combinam com isso. Deve ser horrível me ver despencando como um ser normal.
Perdi as contas das vezes que chorei, muitas delas na frente do espelho, pois, quando me olhava, só conseguia enxergar os defeitos que os outros apontavam – que, na verdade, não eram defeitos.
Nós, vítimas, não queremos falar sobre o assunto. Acho que aprendemos que “sempre existe um culpado”. E eu me sentia culpada. Sentia culpa simplesmente por existir.
Minha mãe disse que quis deixar registrado, ao me chamar somente de Xuxa, que eu sou única. Tenho certeza de que, ao me chamar assim, ao lutar pelo tal nome único, ela traçou, também, um destino único para mim.
É impressionante como é difícil para um homem entender uma coisa se ele pagou uma pequena fortuna para não entendê-la.
