Coleção pessoal de pensador
O senso comum nada mais é do que um depósito de preconceitos colocados na mente antes de fazermos dezoito anos.
Existem apenas dois legados permanentes que podemos esperar dar a nossas crianças. Um deles é raízes; o outro, asas.
Eles são meus pais, e estou com medo de que, se eu contar a eles quem eu realmente sou, eu vou perdê-los. E eu sei que se não contar a eles, vou perder você.
Você está enganando a mulher que você afirma amar, prendendo-a em uma caixa de heteronormatividade e tentando torná-la sua propriedade. Ela não é uma panela de arroz ou um prato de bolo. Ela é um ser humano.
Vocês duas têm um relacionamento perfeito. Por que você quer estragar isso envolvendo-se em uma das instituições mais arcaicas na história da raça humana?
Nós somos tempo. Compreender aquilo que nós somos é compreender o tempo que nós somos, aquilo que o tempo exterior, o tempo da história, o tempo da sociedade é em nós. Não se faz essa aprendizagem sem que ela seja uma metamorfose permanente daquilo que nós somos.
Somos poetas por definição porque somos falantes, criadores de ficção. Falar é ficcionar, essa é a nossa primeira relação com o mundo.
O que mais me surpreende nos outros: a autenticidade. Cada pessoa é um mundo. Mesmo as pessoas que têm momentos de menos visibilidade e relevo, as pessoas são um mistério a que nunca daremos a volta.
As pessoas não se queixam tanto do que se escreve sobre elas. Do que as pessoas se queixam é do que, sobre elas, a gente não escreveu.
