Coleção pessoal de pensador
Diferença
meu amor ouve fado
não rodopia
apenas baila e espreita.
eu gosto de tango.
minha mãe sempre diz:
seus olhos são trágicos.
Primeiro você escolhe alguém para o sucesso, depois ele é levado ao extremo, às trevas. E então chega o momento da compaixão, e ele volta aos holofotes. E quando você é o escolhido para dar essa volta por cima que todos esperam, só tem que responder uma pergunta quando todos te olharem desejando o delicioso próximo ato: O que é que você vai fazer?
Todos os dias alguém controla o que você come, o que você veste, como se mexe e quem toca. Você está preso na montanha-russa com seus piores adversários. Mas o que mais ninguém vê é que os rivais são os únicos que te entendem, que te aceitam como você é e te desafiam a dar seu melhor. Não há outra maneira de dizer. Eles são sua tribo.
O balé é como um pacto perverso. Depois de todo o seu esforço, dor e sacrifício, quando anda entre os mortais, você se torna um deus. Você é um resultado perfeito e adorado do melhor que o corpo pode fazer.
Você paga um preço pra aprender a voar. Roubam sua infância, sua família, te deixam com amigos que torcem pra que você rompa o tendão de Aquiles. E eles nunca te deixam crescer. Então, se você quiser aproveitar, tem que ser criativo.
Sempre tem algo doendo. Em alguma parte do seu corpo há dor, causada por um esforço maior do que qualquer um deveria fazer. Mas fazer parte de um corpo maior tem poder.
Com o tempo, você aprende dois truques pra sobreviver quando há problemas sob os holofotes. Primeiro, nunca pare de sorrir. E segundo, é importante poder distrair as pessoas com outra coisa.
O poder de voar. É com isso que sonhamos. Não há sensação melhor. A verdade é que você só voa por um ou dois segundos antes que a gravidade retome o que você tentou roubar.
Acordar para os privilégios que certos grupos sociais têm e praticar pequenos exercícios de percepção pode transformar situações de violência que antes do processo de conscientização não seriam questionadas.
A palavra [racista] não pode ser um tabu, pois o racismo está em nós e nas pessoas que amamos – mais grave é não reconhecer e não combater a opressão.
Devemos aprender com a história do feminismo negro, que nos ensina a importância de nomear as opressões, já que não podemos combater o que não tem nome. Dessa forma, reconhecer o racismo é a melhor forma de combatê-lo.
O racismo é, portanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro tão grande?
Fala-se muito em empatia, em colocar-se no lugar do outro, mas empatia é uma construção intelectual, ética e política.
É impossível não ser racista tendo sido criado numa sociedade racista. É algo que está em nós e contra o que devemos lutar sempre.
É importante ter em mente que para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade.
Essa sensação de saber que alguém vai chamar seu nome - foi a sensação que tive quando sua mãe me olhou pela primeira vez. Eu sabia que estava quase em casa.
Quais são as verdadeiras riquezas? Eu poderia gastar esse ouro amanhã e ele pertenceria a outra pessoa. Eu nos quero ricos em escolhas, isso é algo que ninguém pode nos tirar.
