Coleção pessoal de pensador

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⁠Parece perfeito, tudo isso, e é assim que eu sei que está errado.

⁠Malum Non Vide: não veja o mal.

Se eu tivesse apenas uma hora para cortar uma árvore, eu usaria os primeiros quarenta e cinco minutos afiando meu machado.

⁠Pratique atos de bondade aleatórios e atos de beleza sem sentido.

Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.

⁠A história é um maldito fato atrás do outro.

Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos.

⁠Não há afrodisíaco como a inocência.

⁠O que eu sou, eu não sei. Eu sou o simulacro de mim mesmo.

⁠O tédio é como um zoom implacável na epiderme do tempo. Cada instante é dilatado e ampliado como os poros do rosto.

⁠Estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido.

⁠A desinformação vem da profusão da informação, de seu encantamento, de sua repetição em círculos, que cria um campo de percepção vazio, um espaço como que desintegrado por uma bomba de nêutrons, ou por uma bomba que absorve todo oxigênio em volta.

⁠Foi o futebol que permitiu uma visão mais positiva e generosa de nós mesmos como nenhum outro livro, filme, peça teatral, lei ou religião jamais realizou.

⁠Sabemos que é quase impossível julgar uma pessoa no Brasil, pois aqui quem está no banco dos réus é uma família, uma parentela, uma rede de relações, um partido político.

⁠No fundo, vivemos em uma sociedade onde existe uma espécie de combate entre o mundo público das leis universais e do mercado; e o universo privado da família, dos compadres, parentes e amigos.

⁠No Brasil todas as situações sociais têm algum “dono”. Se este não é uma pessoa concreta, é um santo. Se não é um herói, é algum domínio. Sempre – e este é o ponto-chave – existe uma necessidade de impor um código qualquer, de modo que a situação possa ser hierarquizada.

⁠Tempo e espaço constroem e, ao mesmo tempo, são construídos pela sociedade dos homens.

⁠Vi o horizonte azul entre o céu e a terra. O dia não se alterou… e a cada noite, sonho o mesmo sonho. O cheiro de flores silvestres… O grito que ninguém ouviu… O som do bater do meu coração… como um martelo contra o prego. E os ouço chamando, as vozes dos mortos. Eu queria segui-los até encontrar uma saída. Mas eu sempre retorno para a mesma porta.

⁠Eu não estava perdida, nem congelada ou morta. Estava viva. Viva no meu próprio mundo perfeito.

⁠As conexões, às vezes tênues, às vezes feitas com muito sacrifício. Mas, muitas vezes, magníficas, aconteceram depois que eu parti. Comecei a ver as coisas de uma maneira que me permitiu abraçar o mundo, sem eu estar nele.