Coleção pessoal de pauloclopes

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Se houver amanhã
Mesmo com passado
Quero está ocupado
Com alguém ao lado

Se houver amanhã
Mesmo com um passo atrás
Sem atraso
Vou te olhar

Se houver amanhã
Meus olhos vão fitar
Sem lamentar
O que não tinha

Se houver amanhã
Algo vai me dizer
Que tudo que queria
Era você

(Pauloclopes)

Razão de escrever
buscar sem medo e,
encontrar motivos para chorar
buscar algo

E são tantos os motivos
a nos fazer
buscar algum sentido
e não retroceder

À noite nos traz reflexões
ilações
do que poderia ser
aquilo que não foi

Dormir com a certeza
que posso te dar
a minha tristeza
já que jamais pude te alegrar

A gente tenta..tenta
Inventa
Busca lutar
Se imaginar

À gente volta no tempo
Pula corda
Imagina ao dormir carochinha
Sem lamentar acordar

A gente perde gente
Mas, não Insurgente
Segue adiante
Sem a vida afrontar

Que a gente sinta
Calor humano
Amigos insanos
À nos fazer cada manhã
Um sorriso elevar.

Desce uma lagrima
teima
queima
arrasta a alma

olho um céu limpido
a clamar presença
talvez ausência
de mim mesmo

procuro minha presença
mas recuso me encontrar
uma recusa ferrenha
a machucar

volto a fitar estrelas
tudo anima
vou estimular
esta noite terminar

Nossas escolhas podem ser folhas jogadas ao vento mas, nos trazem momentos para reflexão, jogamos a toalha e vemos a tralha suja ao chão. Não sabemos a quem cabe lavar então esperar definição.

Olhei o tempo
Memorizei o inicio
Um compromisso
Me veio você
Olho a lua desnuda
Que sem pudor
Me mostra algo
E me vem você
Lembro do pequenino
Que adulto se fez
E me vem você
Você, Você, Você.........

A saudade é o entreposto do que foi, um desgosto......não gosto de sentir saudade prefiro você, minha realidade.

Não vi o tempo passar e acho que você também não viu, tentei construir raizes e não foram fortes pois tudo ruiu, não fui entendido. O destino nos reservou a distancia. Guardo o coração na certeza de que ainda posso me reconstruir em alicerces suficientes para me manter aspirando um futuro.

Quando me for, talvez encontre em algum lugar, a saudade que deixastes em todos os momentos que te procurei.

Porque na poesia a rima?
As vezes as palavras se colocam por si
E se nós formos arrimo
Sem familia...., base da existencia
Formos extinção de um complexo
seria reta, não um convexo
de uma existencia afim

tentamos nos expor
nas inconveniencias
passar que cada pensamento
de nossa existencia
seja captado sem analise
Ainda somos gente........

Cronica da familia.

Seu nome Francisco mas, fugiu da tradição cearez e ao inves de "chico" era Fâico. Não teve oportunidade de estudar mas era um exímiu matemático, extremamente dedicado a familia deixou como legado a segurança, a indole e honestidade em cada um dos filhos.Sempre guerreiro, tinha em sua fé tanta certeza no Criador que não se abalava com as dificuldades advindas ao longo da vida.Acho que convivemos na fase áurea de sua existência e nossas pescarias como sempre dizia eram coisas de cinema. O guerreiro partiu mas, sem se entregar um segundo sequer, concluiu o roteiro de seu filme. Vá com Deus meu papai e tenha certeza que deixou uma fenda em nossos corações mas também muitas coisitas de cinema a relembrar cada vez que teu sorriso brotar em nossas lembranças.

Ode ao patriarca

Hoje o encanto mais se encantou
não houve desencanto
não houve necessidade de acalanto
foi o dia que o sorriso mais se alegrou

Hoje os passaros cantaram mais forte
como a entoar a mais nobre das canções
ja sabiam que ascendeu aos céus
um dos mais doces corações

Hoje que a tristeza não seja um aparte
que sentimentos negativos se descarte
pois soaram trombetas a avisar
que o fãico(pai) aos portões do céu, acabou de entrar.

Pauloclopes.

Sonhos de papel

Andava descalço, tinha o aparato somente de seus sonhos e sempre notava que as pegadas deixadas naquele pequeno acampamento onde a poeira levantava a cada passo dado, o vento desfazia, não deixando que as mesmas se moldassem na areia. Já notava aquela pequena silhueta passando pomposa, mas sem nenhuma pretensão. Andou por mundos obscuros e brincou de viver machucando e sendo machucado. Viveu amores, mas, como amores são coisa da vida esta procurou de alguma forma fazer deles um aparte. Talvez tenha tentado agregar cada momento em um capitulo único de sua existência mas não conseguiu, ficando a vagar entre passado e presente até reencontrar em sonhos de papel aquela pequena silhueta que passou a ser uma esperança, talvez tenhamos brincado de viver pois não procuramos a segurança de um laço seguro, os nós se desfizeram e hoje vejo que não se tratou de algo mais do que sonhos de papel.
(pauloclopes)

Esse olhar me mata, declarando amor
Me ilumina
Desejo de dividir cama
Depois enrola
Me joga em chacina
A gente tinha tanto para falar
Tanto para viver
Ficou no adeus
Tentar buscar no tempo seria leviandade
Se tempo mudasse iguais seriamos
Seria eternidade sem aquela vontade
Sem saudade
Há tempo. quem dera voltasse
Extraindo o avanço da idade
Pois idade somos nós
Que éramos uma só voz
Em aventuras
A procura
Talvez
Da vaidade.

(pauloclopes)

Singrar mares, em voo singular
Na imensidão azul
De um mar insólito, virtual
Procurar porto seguro
Talvez obscuro
Olhar vazio, se perdendo ao ocaso
Ondas a se misturar
A essas lagrimas que teimam em rolar
Tento um gole com limão
Mãos trêmulas a segurar um copo
como a dizer não
vou aportar
sem cabotagem
pois sabotagem
tiram inspiração.

Amor novo é como chama
Clama na alma
Arranha
Vida desamanha
Se busca uma sanha

Se quer algo omisso
Com ou sem compromisso
Extravasar

Se apega em algo novo
As vezes apenas tentar
Buscar na saudade
Momentos que ficaram no ar

Momentos indefinidos
Mas que ficarão
Sentidos
no coração.

"O silencio da noite
como num açoite
traz reflexões
batalho com meu ego
mas não me entrego

As pétalas do lustre
quase em obrigação
derramam as luzes
em comoção

Fluem algumas emoções
os olhos já não respondem
e teimam em não deixar
a lagrima rolar

Talvez a imaginar
uma fraqueza
talvez tristeza
ou covardia em recomeçar

Olho os lençóis que guardam
algo que se foi
tento encontrar sintonia
que um dia
fazia delirar

Contraponto.

Na pequena fresta um raio lampeja
Nossos rostos em relance se miram
Forçando meu olhar a refugar o teu
Embora ainda ressone, nota-se um despejo
De lampejos, de desejos
Contrariando a libido
Já ido;
Soa fora um canto fugaz
Talvez um colibri
Como a dizer simplório, mas sagaz
Tentando acudir
A incompreensão
De quem antes, em simples toque de mão
Que se fazia prazer
Hoje sentir tudo arrefecer

Utopia

Passam momentos
transpassam tempos e,
lembramos daquela infância
em que sonhamos amar alguém
que preenchesse
todos os desejos;

naquela terra batia brincava
levantando poeira
sem eira
sem amanhã
apenas criança

tempo passou
avançou
a menina agora mulher
depois de conquistar espaços
em um arrasto
preencheu vazios
não sei se foi sonho
é sonho

Canto.

Um canto de encanto
Algo sentido, ouvido de dentro
do fundo do coração
de quem em grito quase em promessa, em lamento
dizia
amanhã tem mais
Sentado na mesa vejo um reflexo
ela inerte ali posta e, numa aposta
tudo para contrariar aquela promessa
dado na emoção
meu rosto enrubesce em vergonha
se assanha a imaginar
há se promessa não fosse retórica
talvez como aquele beijo assanhado ganhado em ânsia
Beijo beijado, de encanto
de fazer espanto
de Fazer ficar a desejar mais.