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Coleção pessoal de Paulamonteiro

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E a vida é assim:
Quando a gente pensa que não existe
mais saída
Quando a dor parece não
ter fim
Quando nos sentimos em pleno
desespero...
Aí ressurge nossa força !
Porque fomos feitos para acreditar
em Recomeços!
Não existe nada ...
Nada
que o tempo e Deus não
cure!

Agora ando assim
Me vestindo de próprio AMOR !

Me perfumando de encanto
Me enfeitando de leveza
Me acarinhando por dentro.
Por isso sei o que é ter PAZ!

Gente que só quer receber
e nada de se doar ...
Nada tem nada a nos acrescentar!

Aquiete !
O tempo de Deus é capaz de dar todas as respostas!

Evolu(ir ) é seguir seu caminho
com caráter , essência e alma !

O regozijo ,poucos sabem,
é silencioso e
n'alma esconderijo .

Nada me dói tanto...
Do que assistir de perto
as dores do mundo!

E enquanto uns vivem
para mostrar quem são .
Deus vai ensinando a ser
Simplicidade !

Sempre quis um amor com asa
de beija flor .
Sempre !

Com um sorriso azul
Um jeito de menino
Um anjo que me acarinhasse
com os olhos da paz ...

Mas eis que jaz o meu destino ...
Por azar
O vento veio roubar à força
aquele en-canto que um
dia já me fez tanto o
amar.

Não tem jeito ...
Meu melhor alimento
é a Poesia !

É que preciso sentir as coisas
simples da vida para
estar em Paz!

Um carinho sereno
Um abraço apertado
Um sorriso sincero
Um afeto inteiro...

Nunca tive encanto pelo extraordinário
e nem pelo inquieto tal do sucesso!

Gosto mesmo...
É do que chega in
silêncio
puro
calmo
manso...

Sabe...
Aquele puro e
simples aconchego.

Por dias e noites
penso em nada .
Sempre me pego assim ...
Extasiada !
Ave-me sou numa ave-maria silente .

Tem dias que me vejo um beija-flor
Em outros me enfeito de flor
Só para ver aqui dentro
a vida brotar mais contente .

E enquanto uns se guerreiam
se matam
atrás de status e aparências no mundo ...

Nesse instante
há inocentes sofrendo
sem teto e
morrendo de fome!

Não quero perder a
pureza dos meus versos
Não !
Inda que inquietos
Inda que dispersos
Inda que feridos ...
Quero rabiscar no meu caderno
de pensamentos ...
Tudo que de sonhos venham
bem vestidos .
Nunca quis me juntar
aos farelos dos ímpios !
Prefiro manter meus sentidos
bem acesos com o perfume
dos lírios !

TILINTAR DOS VENTOS

Não ...
Não posso me abater
Meu céu inda está anil
Minha alma inda pulsa num
bordado de fé
Meus olhos inda estão voltados
para o luar da minha canção
Meus versos inda desenham sonhos
in imensidão
Minhas flores inda estão por aqui
exalando o amor próprio e
seu clarão .

Não ...
Não é hora de me dizer Não !
Lá fora pode não haver mais
encantos ...
Mas aqui ...
Aqui dentro inda escuto a melodia
dos pássaros
O pousar do alento
O tilintar dos ventos
O primaveril das auroras
A imensidão do agora
O cheirinho da paz de Deus .

Sou feita de Poesias e Eternidades!
Não é hora de chorar e
no vazio me perder .
Estou de pé !
Já fiz minha prece
e mais uma vez ...
Me faço guerreira
sem que nada mais
me regresse !
A minha estrada inda
pulsa
canta
baila
vibra ...

E nesse momento de silêncio ...
Escuto minha própria alma dizer :
"Acorda pra vida !
Estás blindada para o mal e
pronta mais uma vez ....
Pro que der , vier e merecer !"

Quisera rabiscar um poema com o poder
de curar toda a maldade desse mundo !
De poder libertar os oprimidos e os
inocentes de toda
desigualdade
De poder abraçar todos aqueles
de alma limpa que nesse momento sofrem
como reféns do preconceito
e vivem num corredor de vazios
sozinhos
a chorar por tanto medo .
De poder livrar os bons , os velhos,
as crianças, os animais
das tantas injustiças a eles cometidas
Quisera rabiscar um poema
Que sacudisse o mundo e
dos seus tantos
absurdos ...
Acordassem e levassem todos
para um lugar lindo
e puro chamado :
Paz no Mundo !

MINHA DOCE INFÂNCIA

Por vezes penso que o tempo
parou por aqui
Aquele quarto amontoado de fantasias
Aquele quintal com a cor de girassóis
Aquele brinquedo velho com cheirinho de alegria
Aquela cama com bordados de poesia ...
Eram assim meus dias
Eu menina
inda não conhecia a maldade do
mundo
Meus segredos eram derramados num pedaço de
papel de pão e minha boneca era vestida com restos
de papéis de presente
Era lindo tudo aquilo
Eu não enxergava ainda a escuridão desse mundo
Eu não enxergava
Meus silêncios e meus sonhos eram tudo
que eu tinha
Aquele meu mundo
Que hoje vivo-os no mesmo canto
dos olhos
Com a mesma pureza daquela
menina.

Tem dias que a gente acorda
tão sozinho
Querendo um amor azulzinho
Feito amor de passarinho.

Tem horas que preciso sair
pra fora de mim ,
só para me enxergar por dentro.

No fim de tudo ...
O que sobrevive mesmo
é o Amor e a Simplicidade!