Coleção pessoal de PASTORJORDAO
John Stott escreveu: “Muito amor humano é bom e nobre, mas em algum grau oculta motivos ulteriores ou é uma mescla de generosidade e egoísmo. Somente um ato de amor puro foi realizado na história humana, e este é o sacrifício de Jesus na cruz. Na cruz Jesus amou – e amou com amor perfeito. Ali ele deu tudo o que tinha: deu-se a si mesmo, por aqueles que não mereciam nada, que eram simples pecadores como nós”. Neste mesmo artigo ele acrescenta: “... o amor divino é serviço, não sentimento.” (p.25). Mais: “O verdadeiro amor limita sabiamente o dar, não para evadir-se da responsabilidade, mas para criar e desenvolver uma maior responsabilidade no que pede.” (p. 26). (John Stott - Tive Fome - Série Lausanne, Ed. ABU, p. 24, 25 e 26)
É melhor conversar as coisas antes que elas gerem discórdias, do que em havendo discórdias, as tratarmos cheios de ressentimentos e atitudes facciosas. Tratando antes, evitaremos sofrimentos ou sofreremos menos.
O rico insensato faz da riqueza o seu deus e, ainda, por tabela, a si próprio como seu deus. Já o pobre cobiçoso, faz da pobreza sua causa de revolta contra o seu semelhante e contra o verdadeiro Deus, seu Criador. Porém, tanto um quanto o outro, são igualmente adoradores da riqueza (idolatria). Um, por possuir a riqueza e, o outro, por querer possuí-la.
É mais fácil ao pobre ter fé em Deus, porque a pobreza gera necessidades para as quais ele se sente impotente e busca alguém maior do que ele e seus problemas, para superá-los. Já para o rico, é mais difícil ter fé em Deus, porque a riqueza gera a falsa ideia de autossuficiência, levando-o a dispensar a ajuda de quem quer que seja, ainda que de Deus.
Jesus teve na religião institucionalizada e dominada pelas tradições humanas a sua maior inimiga. Esta o perseguiu em todo seu ministério e, por fim, precipitou por meios os mais reprováveis, a morte de Jesus na cruz. Um de Seus Discípulos foi subornado; massas humanas foram insufladas a pedir sua crucificação sem consciência do que estavam a fazer; autoridades romanas foram pressionadas a condenar Jesus à morte de cruz sob pena de não causar descontentamento ao Imperador Romano. Podendo religiões ser tão malígnas, pregaria Jesus a união das religiões, como objetiva o ecumenismo? Ecumenismo nada mais é do que uma estratégia de autodefesa e dominação, através do qual as minorias são neutralizadas, caladas, dominadas. Quem propõe ecumenismo não abre mão de suas crenças ou dogmas. Apenas exige que os outros celebrem uma “união” com eles, ou seja, não lhes ofereça qualquer espécie de oposição. Em outras palavras, calem a boca, não lhes evangelize!
A tolerância religiosa é necessária que seja praticada pelos seguidores de todas as religiões. Implica em aceitar e respeitar a pessoa e a fé do outro, ainda que se discorde do que o outro creia e pratique. Há, no entanto, crenças e práticas religiosas que atentam contra a dignidade e a vida humana, a exemplo do terrorismo praticado por grupos religiosos extremistas. Tais crenças e práticas não devem ser toleradas, pois tolerá-las é o mesmo que dar poder a um inimigo para nos tirar a vida. Tolerar não tira o nosso direito de discordarmos de pessoas de outras religiões de forma respeitosa, nem de ensinarmos aos nossos a diferença entre a nossa fé e a do outro. Tolerar não anula a ação evangelizadora de qualquer religião. Do contrário o próprio Jesus Cristo não haveria dito à Sua Igreja: “... ide, fazei discípulos de todas as nações...”.
