Coleção pessoal de Parabellum

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Fizemos dos olhos uma espécie de espelhos virados para dentro, com o resultado, muitas vezes, de mostrarem eles sem reserva o que estávamos tratando de negar com a boca.

Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor: dar voltas.

De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos.

Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.

Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.

Sempre chega a hora em que descobrimos que sabíamos muito mais do que antes julgávamos.

O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.

Para governar é preciso aproveitar-se dos vícios dos homens, não de suas virtudes.

O ser humano não tem amigos. Somente os tem os seus sucessos.

É um dom ser capaz de reconhecer, de um só golpe de vista, as possibilidades do terreno.

Cada hora de tempo perdida na mocidade é uma possibilidade a menos nos sucessos do futuro.

Quase que invariavelmente as pessoas formam suas crenças não baseadas nas provas, mas naquilo que elas acham.

O aumento do conhecimento é como uma esfera dilatando-se no espaço: quanto maior a nossa compreensão, maior o nosso contato com o desconhecido.

É uma doença natural no homem acreditar que possui a verdade.

A arte de persuadir consiste tanto mais em agradar do que em convencer, quanto os homens se guiam mais pelo capricho do que pela razão.

À medida que vamos tendo mais espírito, achamos que há mais homens originais. As pessoas vulgares não fazem distinções entre os homens.

A natureza tem perfeições que mostram que é a imagem de Deus, e defeitos que mostram que é apenas a imagem.

O autor na sua obra, deve ser como Deus no universo, presente em toda a parte, mas não visível em nenhuma.

O pobre prefere um copo de vinho a um pão, porque o estômago da miséria necessita mais de ilusões que de alimento.

Quem busca a verdade do homem deve apropriar-se da sua dor.