Coleção pessoal de oaoj_enitnatsnoc
It is not absence that rusts the soul, but the stubborn hope that someone will return when, deep within, we already know they have gone forever. Some hearts die slowly, not because they lost love, but because they remain at the door of a house that will never again be lived in.
enitnatsnoC oãoJ
Não é a ausência que enferruja a alma; é a esperança teimosa de que alguém volte quando, no fundo, já sabemos que partiu para sempre. Há corações que morrem lentamente, não por perderem o amor, mas por continuarem à porta de uma casa que jamais voltará a ser habitada.
enitnatsnoC oãoJ
Some people do not kill us when they leave; they merely abandon us to time. As we wait for a return that will never come, we slowly rust in silence, like an old gate still believing it can hear the footsteps of someone who has already chosen another road.
enitnatsnoC oãoJ
Há pessoas que não nos matam quando partem; apenas nos deixam esquecidos no tempo. Enquanto esperamos um retorno que nunca virá, vamos enferrujando em silêncio, como um velho portão que ainda acredita ouvir os passos de quem já escolheu outro caminho.
enitnatsnoC oãoJ
"The loneliest solitude is not living without someone; it is waking to find you have become a stranger to yourself."
enitnatsnoC oãoJ
"A pior solidão não é viver sem alguém; é descobrir que você se tornou um estranho para si mesmo."
enitnatsnoC oãoJ
O tempo veste o ferro de lembrança,
Mas não enferruja a esperança.
Teu nome mora em cada estação,
Como um segredo do meu coração.
Se a saudade tem voz, ela canta baixinho,
Faz da noite um longo caminho.
E mesmo sem tua mão na minha,
Meu peito ainda encontra poesia.
O Último Lugar ao Seu Lado
Há uma cadeira que o mundo esqueceu de mover,
ainda diante da janela onde o teu silêncio aprendeu o meu nome.
A poeira tornou-se a coisa mais fiel que ficou;
as pessoas, diferente dela, sempre descobrem um jeito de partir.
Carreguei a tua ausência
como antigas estações carregam o eco dos trens que partiram—
sem pedir que voltassem,
apenas lembrando o peso do adeus.
Dizem que o tempo é um cirurgião paciente.
O meu costurou a ferida com fios invisíveis,
para que ninguém pudesse admirar a cicatriz,
e mesmo assim cada batida do coração a rasga outra vez.
A pior solidão não mora num quarto vazio.
Ela sorri entre pessoas,
enquanto os olhos procuram, em rostos desconhecidos,
aquele que nunca mais voltará a ocupar o lugar ao nosso lado.
Há noites em que invejo a chuva.
Ela pode cair sem pedir perdão.
Eu aprendi a ser homem,
e isso tantas vezes significou sangrar sem testemunhas.
Talvez as mulheres conheçam outra dor:
a de deixar pedaços da própria alma
em quem jamais percebeu
que segurava um universo inteiro entre mãos delicadas.
Se o amor sobrevive em algum lugar,
não é nas promessas, nas alianças ou nas fotografias.
Sobrevive no gesto tolo
de virar o rosto para um espaço vazio,
como se alguém ainda pudesse estar ali.
Se um dia lembrares de mim,
não te lembres da minha voz.
Lembra-te do silêncio que ficou depois dela;
foi nele que escondi tudo
o que nunca encontrei coragem para dizer.
Um dia outro desconhecido ocupará aquela janela.
A cadeira não saberá os nossos nomes.
A poeira não contará a nossa história.
Mas, para além do alcance dos relógios,
toda alma que não conseguimos guardar
continua caminhando ao nosso lado—
calada, amorosamente,
como um trem que chega para sempre
a uma estação que existe apenas dentro do coração.
