Coleção pessoal de NSabino

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Catalogar os cidadãos como de primeira, de segunda e de terceira, é imoral e ilegal.
Todos são cidadãos à luz das Constituições dos Estados modernos; gozam dos mesmos direitos e estão obrigados aos mesmos deveres.

Mesmo nos momentos mais difíceis e de desassossego, não devemos desanimar; muito menos desistir.

Um Estado sem organização e sem planificação está vetado ao fracasso.

A desumanidade e a boçalidade são traços característicos dos homens não civilizados.

O segredo só é segredo, quando é mantido em segredo entre o indivíduo e o Criador.

A inversão de valores morais torna a anormalidade em algo normal.

São os cidadãos que tornam o Estado forte.
Só com investimento nas pessoas é possível catapultar o Estado na senda do desenvolvimento e crescimento.

Durante toda a infância ouvimos que seríamos o futuro do amanhã; volvidas décadas e até hoje, já na condição de pais, o amanhã tarda à chegar.

Se o problema da subnutrição aguda dos petizes não constitui prioridade, então a noção de prioridade foi reformulada negativamente.

Buscar a sabedoria incessantemente é uma atitude sábia.

Enquanto a plebe morre por causa da fome e da indigência, os arautos do novo-riquismo projectam jantares e galas majestosas na futura cidadela da nobreza.

Eles são hábeis na arte de venda de sonhos, como se magos da lâmpada maravilhosa de Aladim se tratassem.

O bom senso deve andar de mãos dadas com a tomada de decisões.

Assenhoraram-se do capital e dos meios de produção como autênticos senhores feudais.
E apartaram-se do povo como o Diabo foge da cruz.

A dança das cadeiras não deve ser uma prática constante e reiterada.

Mudar de timoneiro do navio e não mudar a restante tripulação, pressupõe má execução das manobras náuticas.
O novo comandante pode apontar à estibordo e os velhos marinheiros da embarcação virarem à bombordo.

O povo generoso é vilipendiado.
O povo bondoso é ultrajado.
O povo piedoso é menosprezado.

O limite temporal da vida, seja ela curta e, ou, longa, não deve inibir o indivíduo.
Antes pelo contrário, contribuir para deixar o Mundo melhor do que encontrou é o dever moral e a missão do homem.

A mesmice e a extrema pobreza acabaram por apagar definitivamente o sorriso do rosto do povo.

Ainda que a dor for insuportável e as forças esgotadas, não desistiremos; continuaremos a nossa caminhada.