Coleção pessoal de NSabino
Catalogar os cidadãos como de primeira, de segunda e de terceira, é imoral e ilegal.
Todos são cidadãos à luz das Constituições dos Estados modernos; gozam dos mesmos direitos e estão obrigados aos mesmos deveres.
São os cidadãos que tornam o Estado forte.
Só com investimento nas pessoas é possível catapultar o Estado na senda do desenvolvimento e crescimento.
Durante toda a infância ouvimos que seríamos o futuro do amanhã; volvidas décadas e até hoje, já na condição de pais, o amanhã tarda à chegar.
Se o problema da subnutrição aguda dos petizes não constitui prioridade, então a noção de prioridade foi reformulada negativamente.
Enquanto a plebe morre por causa da fome e da indigência, os arautos do novo-riquismo projectam jantares e galas majestosas na futura cidadela da nobreza.
Eles são hábeis na arte de venda de sonhos, como se magos da lâmpada maravilhosa de Aladim se tratassem.
Assenhoraram-se do capital e dos meios de produção como autênticos senhores feudais.
E apartaram-se do povo como o Diabo foge da cruz.
Mudar de timoneiro do navio e não mudar a restante tripulação, pressupõe má execução das manobras náuticas.
O novo comandante pode apontar à estibordo e os velhos marinheiros da embarcação virarem à bombordo.
O limite temporal da vida, seja ela curta e, ou, longa, não deve inibir o indivíduo.
Antes pelo contrário, contribuir para deixar o Mundo melhor do que encontrou é o dever moral e a missão do homem.
Ainda que a dor for insuportável e as forças esgotadas, não desistiremos; continuaremos a nossa caminhada.
