Coleção pessoal de nelson_emilio

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À medida que uma zungueira é abusada sexualmente, a sua família, a comunidade e o país são, indirectamente, abusados também.

A zungueira não carrega somente uma bacia com um pano retorcido sobre a cabeça. Ela carrega duas tarefas essenciais: a primeira, a família; a segunda, o país.

A tarefa da zungueira não se reduz à venda de produtos, nem ao grito, nem à circulação, nem à busca do dinheiro e nem ao encontro de clientes.

Quando eu olho para a zungueira, vejo apenas a mercadoria que ela zunga ou a vida que ela sustenta?

O caminho mais viável para reduzir a prostituição é aceitar que a falha é de todos nós, em vez de apontar várias falhas aos outros.

Uma juventude livre não pode ter como maior sonho apenas ocupar uma vaga de escritório no governo.

O islamismo não cresceu em Angola por debate de ideias, mas sim através do comércio em zonas pobres.

O kuduro é o estilo de música que mais emburrece o povo angolano.

A bíblia cristã é um dos maiores meios de alienação em África.

Divididos, os problemas de África engolem as nações; unidos, as nações superam os problemas de África.

A soberania de África não se mede pelo tamanho do isolamento, mas pela força da sua cooperação.

África não precisa de muros que a dividam na dor, mas de pontes que a unam na solução.

Diminuir-se diante do abismo é um erro. O tamanho de África só se descobre quando ela pensa a uma só voz.

O maior erro das nações africanas é a ilusão de que podem vencer sozinhas.

O domínio do humor, fofocas e conteúdos fúteis nas redes sociais é uma característica do algoritmo e do comportamento humano, regulado pelo modelo de negócio de empresas como a Meta e o TikTok.

A adopção da língua do antigo colono para evitar conflitos étnicos e gerir a administração foi uma estratégia de sobrevivência do Estado, e não um acto de alienação.

Angola usa o português [...] de modo a unir um país com mais de dez grupos etnolinguísticos diferentes após a independência.

A perda das línguas nacionais é um fenómeno urbano, concentrado em Luanda. Nas províncias de Angola, línguas como o umbundu, kimbundu, tchokwe e kikongo são as mais faladas no dia a dia pela maioria da população. Agora, tratar Luanda, como a totalidade do país é um erro de análise.

Quem critica Angola por usar o português esquece que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa partilha o mesmo dilema: a necessidade de usar a língua herdada para a administração e para a unidade nacional.

Cabo Verde, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial falam português. Não é correcto dizer que somente em Angola se fala português, pois em São Tomé e Príncipe a quase totalidade da população já não fala as línguas locais.