Coleção pessoal de narcelio_lima_brito

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Jeito Incomum ( Narcélio Brito )


A noite está comum... cheia de muros que não se deitam,
Cheia de pontes que se estreitam,
E eu aqui com esse meu jeito incomum de ver as coisas.
Deitado numa ponte iluminada, esperando a lua aparecer.


Oh, noite, me traz um sinal de paz,
Enquanto o tempo corre e se desfaz.
Nesse meu jeito incomum de sentir,
Vejo o mundo inteiro dentro de mim


Os carros passam como rios de luz,
Levando pressa, uma saudade que reluz.
Cada farol é um sonho que se vai,
E a solidão na brisa suave cai.


Talvez o meu comum seja enxergar mais além,
A poesia escondida que a cidade tem.
Um pensamento solto que flutua no ar,
Só esperando a lua pra poder brilhar.


Oh, noite, me traz um sinal de paz,
Enquanto o tempo corre e se desfaz.
Nesse meu jeito incomum de sentir,
Vejo o mundo inteiro dentro de mim.

Palhaço Eu Sou

No palco da vida, eu me apresentei
Com o coração aberto, eu sonhei
Pensei que o seu sorriso era o meu lugar
Mas cada aplauso era só pra me enganar
Palhaço eu sou, por acreditar no seu amor
Por te amar tanto assim, sem ver o fim
Palhaço eu sou, por me iludir com qualquer bobagem
E me perder nessa viagem


Pintei meu rosto com a maquiagem da esperança
Dancei a dança tola da confiança
Cada palavra sua, um truque de magia
Que me deixava cego nessa fantasia


Agora as luzes se apagam, o show terminou
E o palhaço triste aqui ficou
Recolhendo os pedaços do que acreditei
No silêncio do palco onde eu me entreguei

Avesso ( Narcélio Brito )




Por fora sou calmo, quieto
Por dentro, tempestuoso
Um solo vulcânico de sentimentos
Que explode em um jeito caloroso




E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo




Navego em águas tranquilas
Um mar sereno aos olhos teus
Mas no fundo, correm torrentes
Desafios e sonhos que são só meus




E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo




Ninguém vê a força que queima
A pressão que cresce no peito
Até que a tinta encontra o papel
Mostrando o meu mundo imperfeito