Coleção pessoal de NagyllaBorges

1 - 20 do total de 40 pensamentos na coleção de NagyllaBorges

Grite em meus ouvidos, dor. Mas faça silêncio em meu coração.

Nagylla Borges

Depositar minhas angustias aqui é fácil,
Porque não sei se devo ou posso agir, se devo ou posso sentir.

E sem conceder-me livre arbítrio para expressar,
Foco-me só contigo, livro escrito de palavras que são sós minhas e que só declaro a ti.

O eu que hoje é habitado em mim está fixado por um ‘eu’ que não habitaras esse mesmo corpo obcecado por ti
Segredos de uma vida arrancada de mim.

Fardos de uma existência com alegrias ruins...

Nagylla Borges
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Tags: livre arbítrio

Aí está você, sentada, cadeira e mobilha amadeiradas, defronte a uma imensa janela com persianas levantadas. Cigarro na ponta dos dedos, bebida forte ao lado, unhas pintadas de um intenso vermelho; cabeça levemente erguida, olhar de escárnio, soprando a fumaça inalada do cigarro que vai evaporando lentamente sob o ar; olhos cravejados no que há depois da janela, memórias e utopias de todo o mundo que mora lá, como quem busca nele mais uma de suas estórias para serem paridas pelos seus dedos vivos de prazer por cada tecla tocar.

É assim que te enxergo, como obra da minha arte, arte em cada movimento, em cada parada. Como o surrealismo racional. Como arte moderna em pedras barrocas. Como futurista por desejar fazer parte dela contigo. Como a minha inspiração, viva no mundo de minha criação, onde só eu posso entrar e expor--lhe egoistamente para minha única apreciação.

Nagylla Borges
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Tags: egoísta exposição

Eis que ela me surgiu como chuva de verão, de forma inesperada e sem tempo pra proteção.
Chegou sem pedir licença, o que era corriqueiro, me fez enxergar seus detalhes como eu nunca os vira antes; o cheiro da terra úmida, o mundo inteiro sorria, e quando o arco ires surgiu até o sol estava lá.

Mas o tempo corre solto, ninguém consegue o segurar, e com seu autoritarismo torrencial, partiu sem meu corpo inteiro molhar.
Só quem já banhou de chuva conseguirá entender a bazófia que aparenta quando ela evasivamente corta seu prazer.
Pra quem discursa tanta elegância, abruptamente se transformou, o sol era ardiloso e o frêmito da cidade parecia ensurdecedor.
Mas como já deixei claro o amálgama que existe ai, também o deixei que fosse minha ligação a ti.

Seja na calmaria das garoas, ou na estupidez das trovoadas.
Seja ouvindo belas músicas da sua coleção preferida ou no seu silêncio gritante.
Seja no seu mais lindo sorriso, ou no cansaço por conhecer mais uma aventureira qualquer.
Você, querida, foi a passagem mais breve e de enlaçadura mais perfeita que desejei amalgAMAR.

Nagylla Borges
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Luto para me manter conectada na sua frequência, mas você não se toca.

Nagylla Borges
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Se era noite ensolarada ou dia enluarado, isso não interessa!
Se havia fogo elétrico ou luz saliente na madeira, isso tão pouco me interessa.
Só havia algo reluzente naquele local, eram os olhos de Ana, negros e vivos que iluminavam aquele momento, era o brilho de raras pedras negras que passara seu feitiço sobre mim.

Ela, bela moça hipnotizou-me tão rápido que nem me dei conta de que horas eram passadas enquanto há olhava. Estudei cada momento; em cada instante, cada jeito, cada gesto.
Ana enfeitiçou e meus olhos eram de inteiros voltados a ela, Ana era tão bela; mãos macias e delicadas, quase sempre de unhas pintadas. Ana sempre perfeição, havia de ser fruto de paixão, só há tal explicação para existência de um ser como Ana; mulher de sorriso encantador. Tornava meu mundo melhor; doce, meiga, sútil; A autenticidade de Ana era o que mais me encantava, se Ana era esperta demais ou lindamente inocente até hoje não sei, mas nela não havia maldade.

Noites de Ana me foram as melhores! Havia mais desejo, mais paixão, mais envolvimento a cada cama, cada Ana. Por dias não sabia se era a mesma ou se Ana já não era Ana, por vezes Ana me parecia Maria!

Maria que quando achada as raras luzes eram apagadas, Maria que tinha um olhar de cem anos vividos, de desilusões sofridas, de amores perdidos, de romances malditos; Maria que me amedrontava por sempre saber demais, que me fascinava por sempre querer mais. Ela que labutava dia-a-dia, corria atrás do pão de cada dia e, com todo sofrimento sorria. Maria de curvas definidas pela vida, de mãos calejadas por desgasto, de pele seca pelos dias de sol; Maria que era bela ao natural.
Intensas eram as noites com Maria, carícias de Maria, Maria que eu sentia percorrer todo meu corpo, Maria que era dona de todo meu prazer, Maria.

O melhor é poder amar todos os dias, mais a cada dia, minha eterna Ana Maria, ou, Maria Ana, Minhas Anas e Marias, que por vezes me era Ana e por dias era Maria.

Nagylla Borges
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Todo um compasso ensaiado e no final, tudo acabará.
É a vida.

A vida é
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Acabou o tempo do azul e rosa. O mundo é carregado de cores. Às pessoas é que insistem nessa mania de usar o preto e branco.

Nagylla Borges
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Se eu conseguisse me entender, eu te faria entender.

Nagylla Borges
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Que humildes sejamos nas atitudes e pensamentos, sejamos também no contento e descontento, humildes principalmente no conhecimento, pois de conhecimento sempre humilde seremos.

Nagylla Borges
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Estou feliz, por isso já não escrevo, porque estou feliz;
É incrível como minha inspiração vai embora sempre que a felicidade chega.
Maldita felicidade!

Nagylla Borges
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Tags: maldita felicidade

Eu prefiro não julgar, não aponto atitudes e nem julgo a falta delas. Ás coisas fazem forma no decorrer da ordem com que se procedem, na vida, tudo é um quebra-cabeça.

Nagylla Borges
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" - E quando o amor perder a graça em todos os sentidos, eu te farei rir novamente."

Nagylla Borges
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Eu prefiro a paixão! Então se for pra estar amando, que me apaixone todos os dias. Não resistirei ao sabor de uma outra paixão cadente sobre meu corpo se não fores capaz de me fazer apaixonar.

Nagylla Borges
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Tags: paixão/resistir

Leve, tudo como puder, leve. Mas só leve até o tempo que der. Depois, deixe.

Nagylla Borges
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A esperança foi criada para acreditarmos que algo existe além daqui, que nada acabará como é. Para que acreditemos que há saciedade diante á fome, há luz no túnel negro, que poderemos ver na escuridão.

Os miseráveis só existem para fazer sentirmo-nos melhores diante a miséria em que vivemos.
A compaixão só serve para nos tornarmos superiores diante ao lamento do próximo. Compaixão que no senso comum pode ser chamada de ‘pena’, que você só se sente quando alguém está em uma situação pior que a sua. Compaixão é hipocrisia; quando á diz sentir e querer deixar em melhor situação o ser que está na pior, dizendo até sentir a dor que ele sente. E se colocar no lugar dele quando não é só teórico, jamais se colocaria; perguntemo-nos porque se a dor por pior já diz sentir. Hipócrita!

Os fartos só existem para nos colocar em nosso lugar e vermos que não estamos tão distantes daqueles mais miseráveis, ou, que miseráveis somos. Mas são capazes de nos dar migalhas, também chamadas esperança, capazes de nos fazer achar que poderemos ter algo melhor que isso.

A felicidade não existe, e a mentira só serve para nos fazer acreditar.

Nagylla Borges
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Tags: nagylla borges

Sempre haverá o 'adiante' e minhas opiniões com todas as mudanças diante sempre irão se modificar.

Nagylla Borges
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Meu apelo era tão grande, que meu apego se apegou ao não devido apego.
Sair sem direção como em fuga, ou em vão, me parecia uma maneira desesperada de fugir de tudo que estava ao redor, no mundo, que parecia impregnado não só em minha pele, mas também em minha alma.
Como fugir do espirito que permanece em um refúgio material, sem ter vida, sem ter dor, sem amor, sem amar. Estar no que estava abitado por uma matéria escura em um mundo negro. Algo sem contraste, sem vida, sem cor, era dor, sim, era.
Era um sentimento tão dominante ao limite de não perceber a ultrapassagem do meu limite que implorava pelo que não mais era vida, o que não mais era meu, o que só me era utopia, sem querer, sem poder, sem prazer.
O sol de um dia escuro se pôs, e a noite totalmente sem luz tocou meu corpo cansado, que de não ter direção, visão ou movimentos, se impôs a separar matéria e espirito de um mundo cruel, tirânico, sem sentimentos verdadeiros ou olhares sinceros, sem luz, sem brilho, sem cor.
Agora já não existia matéria, já não havia cor, ainda menos brilho; já não existia dor, tão pouco amor, se já não era vida vivida, escuridão de nada mais me servia.

Nagylla Borges
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Um dia gelo, no outro fogo.

Não espere nada de mim, você pode se surpreender, ou se decepcionar, eu sou assim!

Nagylla Borges
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Tudo que me for eterno, posto como chama, será sentido como dor prazerosa.

Nada me tomaria de tanto como a chama apagada na fogueira do meu quintal nos dias de lual.

Toda dor sentida pode ser o abastecimento da maturidade de uma vida.

Nagylla Borges
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