Coleção pessoal de MirianCastanheira
[A poética do silêncio]
É como um jogo de xadrez
Uma, move a primeira peça
Outra, a segunda
Até o desenrolar efetivo da sinfonia ‘xadrêsca’
Ambas usam as mesmas estratégias
Utilizam da mesma linguagem
Se compreendem e se comunicam sem que ninguém perceba
Ótimas parceiras
Não poderiam ser adversárias
Afinal, tanta afinidade assim não haveria de ser obra do acaso
Nesse jogo, não existe pressa em ganhar
Pois já haviam lido uma a outra desde a primeira tática
É como se nas tábuas do destino já estivesse gravado:
Nasceram para ser indubbiamente "xeque-mate".
De tudo não sei nada
Tenho apreço pela mais desimportantes
das palavras
E sobre as grandezas do nada eu quero
saber tudo
Que mania é essa que as pessoas têm de usarem verbo no infinitivo (?)
Talvez, só talvez, prefiram a brevidade do que o infinito.
Tua alma enxergou a minha
As partes iluminadas e escurecidas
Amou-a com profundidade,
Maestria
[...]
