Coleção pessoal de MarianeNogueira

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VAIDADE

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...E não sou nada!...

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

''Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?''
essa intrigante frase do grande mestre sempre ecoou em minha mente como um lembrete, ou um aviso, de que eu não poderia saber de nada. Por mais que minhas neuróses me fizessem perder noites em claro pensando num rumo, a verdade é que eu não sei, nunca soube e nem vou saber. E a vida se encarregou de me mostrar dolorosamente que essa frase escrita há decadas fará sentido até o fim dos tempos.
Deveria-se saber que a vida é uma caixinha de surpresas, como diz a lenda. Mas nós, meros mortais, precisamos acreditar que possuimos o controle de nossas existencias. Mas a grande verdade oculta dessa reflexão é que, nós estamos em uma selva de pedras, e podemos a qualquer momento ter nossa comodidade destruida sem se dar conta disso.
A questão principal implica em sabermos os limites dos sonhos. Parece algo estúpido de se dizer, afinal, os sonhos não tem limites não é mesmo? sim, é verdade. Mas até que ponto somos capazes de saber lidar com os sonhos de forma saudavel, sem que isso ultrapasse as barreiras da nossa sanidade, e acabe nos transformando em zumbis frustrados não sabem o caminho da luz? essa é a grande pergunta a ser respondida. Quando alguem souber a resposta, por favor, reve-le ao mundo essa grande chave.

Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana e a raça humana está repleta de paixão. E medicina, advocacia, administração e engenharia, são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor... é para isso que vivemos.

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?

Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre".

Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.

Na minha família,
Tem um índice de infarto,
E de você estou farto,
E antes que o in,
Se junte com o farto,
Eu parto,
Para não morrer de você

‎E o prêmio de maior decepção do ano vai para…mim. Parabéns por ter sido tão cega.

Ama o impossível, porque é o único que não pode te decepcionar.

Minha alma, desesperada, grita!
clama, implora,
por uma luz no fim do tunel.
Meu coração sangra
minha alma foi sufocada, oprimida;
tornei-me um ser vazio, sem vida
que apenas sobrevive
buscando ardentemente
o fim desse tormento
que destrói meu corpo, meu coração e minha mente.

Escrever é sempre esconder algo de modo que mais tarde seja descoberto.

Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação a qual a gente se apega.

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.

Tarde demais o conheci, por fim; cedo demais, sem conhecê-lo, amei-o.

Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.

Dias tristes, vontade de fazer nada, só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus desejos valem de algo, dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e eu posso tornar tudo realidade.

Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.

Eu só quero alguém
que me chame de meu bem;
e me mostre a magia,
aquela que um dia;
eu sonhei acreditar.