Coleção pessoal de maria_jose_torres_ferreira_lanza

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Coisinhas
e estrelinhas do chão
me encantam mais
que as coisinhas
e estrelinhas celestiais...

Entardecer
O sol retornando ao ninho que fica atrás da montanha.

A paisagem
passa
pela janela
ou é a janela
que passa
por ela?

É uma alegria
quando o dia começa com pássaros bordados no manto azul do céu...

Amanhecer mineiro
O sol vai dissipando a neblina que se transforma em gotinhas brilhantes no capinzal.
Ao longe o que era cinza fica azul.

Da prenhez do barro, nasce flor...

Passarinho
pra alegrar
o coração magoado
passeia a pé
semeando
poesia
no quintal.

O céu virou mar.
Não tem com resistir.
Meu pensamento vai surfando por aí...

Fotos antigas são espelhos de um passado que se foi.
E deixou a saudade escrita nas linhas que o tempo trouxe para o meu rosto...

Tem presente melhor que a presença?

A beleza
da natureza
escrita
com garranchos
e folhas mortas
em linhas
retas e tortas.

Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.

É dentro de um avião que mais percebemos nossa vulnerabilidade. Mas vale a pena ser vulnerável apreciando o espetáculo colorido de um por do sol.

Tá difícil!
Embarco para esquecer os problemas e até as nuvens me chamam para brigar...

O olhar do trabalhador brasileiro.
Tristeza, desesperança, vergonha.
O quadro pintado por Tarsila do Amaral em 1933, nunca foi tão atual.
Feliz dia do trabalho?

Nuvens refletidas fazem do Velho Chico, rio de chantilly...
Vista de algum ponto do céu do nordeste.

Oh Pátria amada
esculhambada
salve...
salve...

Acho que vi um anjo...

A Rosa do Deserto chega e se vai sem alardes.
Não atraí muitas abelhas.
Não se defende com espinhos.
Nem morre despetalada.
Mas, nos encanta com sua simplicidade de flor...

Numa curva qualquer
eu encontro um sol amarelo..