Coleção pessoal de MarcioAAC

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Eu estava procurando fora de mim por força e confiança, mas eles vem de dentro. E estão lá o tempo todo.

O que nos força a mentir é o sentimento da impossibilidade de os outros compreenderem inteiramente a nossa ação. Mesmo a mentira mais complicada é mais simples que a verdade.

⁠"Apenas o ego se ofende. Quanto mais forte o ego, mais frágil será essa pessoa, pois ficará suscetível de ser atingida pelas atitudes alheias. Diminua o tamanho do alvo e dificultará o trabalho das flechas."

⁠"Na desesperança do mundo, nos encontramos nos esperando."

"⁠A teoria da independência da Consciência Sistêmica: reconhecer a existência de um destino para saber como se libertar dele."

Nosso Senhor ama os pobres, por isso fez tantos.

⁠Na verdade é isso: tem-se a compreensão e não se tem a coragem de dizê-la, porque se tem medo daquilo que os outros vão falar. Quando se tem esse medo, tornamo-nos uma criança e é claro que ficamos incapazes de agir.

⁠Se olho para aquilo que neguei e digo: "Sim, agora tomo você em minha alma", então cresço. Não é que agora seja inocente, mas cresço. Os inocentes não conseguem crescer. Continuam sempre do mesmo jeito. Continuam sempre sendo crianças.

"⁠Quando você corre atrás de seus pensamentos, você é como um cachorro perseguindo uma vara: toda vez que um pau é jogado, você corre atrás dele. Em vez disso, seja como um leão que, em vez de perseguir o bastão, se vira para enfrentar o lançador. Um só joga um pau em um leão uma vez."

"⁠Não tenho desejo de riqueza ou posses, e então não tenho nada. Eu não experimento o sofrimento inicial de ter que acumular posses, o sofrimento intermediário de ter que proteger e manter posses, nem o sofrimento final de perder as posses."

⁠Não há nada de mais vexatório que ser, por exemplo, rico, de boa família, de aspecto distinto, passavelmente instruído, nada tolo, até mesmo bom, e não ter, entretanto, nenhum talento, nenhum traço pessoal, nenhuma singularidade mesmo, nada pensar de seu; enfim, ser positivamente como todo mundo.

Em presença de um acontecimento desgraçado já ocorrido, no qual, por conseguinte, não se pode mudar nada, não devemos nos abandonar à ideia de que poderia ser de outra maneira; menos ainda refletir sobre o que poderia ter sido feito para que fosse diferente. Porque isso simplesmente intensifica a dor até o ponto em que se torna insuportável, e assim nos tornamos "aquele que atormenta a si próprio". Pelo contrário, devemos estalar os dedos e nunca mais pensar nisso. Aquele que não é bastante leve de intelecto para conduzir-se dessa maneira deve refugiar-se no fatalismo e convencer-se da verdade de que tudo que ocorre, ocorre necessariamente e, portanto, inevitavelmente.
Não obstante, essa regra só tem valor em um sentido. Em um caso de infortúnio, é útil para nos proporcionar alívio e consolo imediatos; porém, quando, como acontece muitas vezes, a culpa é de nossa própria negligência ou irreflexão, então a meditação repetida e dolorosa dos meios que poderiam ter impedido o acontecimento é uma autodisciplina saudável que nos serve como lição e aprendizado, isto é, para o futuro. Não devemos tentar desculpar, atenuar ou diminuir as faltas de que somos evidentemente responsáveis, mas confessá-las e trazê-las claramente ante nossos olhos em toda a sua extensão a fim de tomar a firme decisão de evitá-las futuramente. Temos, é verdade, de nos infligir o doloroso sentimento do descontentamento de si mesmos; entretanto, o homem não castigado, não aprende.

Somente sendo um homem consegue um homem, liberar a mulher em uma mulher.

O sedutor involuntário

Atirou no ar palavras vazias,
Por distração — e abateu assim uma mulher.

Para a doença masculina do autodesprezo o remédio mais seguro é ser amado por uma mulher inteligente.

Se uma mulher tem inclinações eruditas é porque, em geral, há algo de errado na sua sexualidade. A esterilidade predispõe a uma certa masculinidade do gosto; é que o homem, com vossa licença, é de fato «o animal estéril».

Quanto mais inteligente a mulher, tanto mais se afasta o homem.

Máscaras

Há mulheres que, por mais que as pesquisemos, não têm interior, são puras máscaras. É digno de pena o homem que se envolve com estes seres quase espectrais, inevitavelmente insatisfatórios, mas precisamente elas são capazes de despertar da maneira mais intensa o desejo do homem: ele procura a sua alma – e continua procurando para sempre.

Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar. Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi a minha dor e ainda não estou acostumada com a ausência dela.

A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou.
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.