Coleção pessoal de madcarolina

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⁠A culpa foi minha por não ter esquecido.

⁠Eu vou dizer pra mim mesma tudo que eu superei, e torcer pra que baste.

⁠Mais 7 anos de azar

Quebrei mais um espelho
Mais um ciclo de ma sorte pq eu não sei como me acalmar
e são sempre neles que eu desconto a minha raiva
Mesmo sendo supersticiosa, é sempre um espelho que eu quebro quando alguem me machuca muito e eu não sei como me proteger disso
Eu acho que em 7 anos eu quebrei 3 espelhos
São 21 anos de azar em um único ciclo de 7
Por que quando alguém quebra meu coração, é a minha imagem que eu agrido
é a mim mesma que eu puno, enquanto os outros saem impunes de toda dor que me causaram
E mais 7 anos de azar

⁠O rato na batedeira

Todos os dias ele entra
Todos os dias ele adentra pelas noites, como ladrão
E ele rouba não só a dispensa
Ele rouba a minha paz, e a minha sanidade
Ele me lembra dos meus traumas e da minha solidão
Pra muitos ele não representa nada
Mas pra mim ele é como um mau agouro ou uma lembrança ruim

Todos os dias ele adentra pelas noites, como um ladrão
E ele rouba não só a dispensa,
Ele me rouba de mim, me arrasta pelo esgoto, me humilha e me expõe de uma forma que ninguém deveria ser exposto

Ele curiosamente conhece meus horários, e observa minha rotina

Ele rouba a minha paz, e a minha sanidade

Eu me opus por um período, tentei me impor, gritei, xinguei, usei a violência... mas eu fui vencida pelo medo da solidão

Ele agora entra a todo momento
Me desafia
Me mostra a minha pequeneza, literalmente, menor que um rato!
Agora mesmo eu fui a cozinha, e ele tá lá na batedeira.

⁠As portas que a dor me deu

Trago no peito um chaveiro antigo,
onde penduro as dores que ousei sentir.
Não as neguei, nem as adormeci —
dei-lhes nome, corpo e tempo.
E por cada uma, uma porta se abriu.

Oh, quantas vezes desejei não saber de mim!
Mas bastava que uma lágrima caísse inteira,
sem vergonha, sem pressa,
e o som de uma fechadura cedia —
como quem rende o coração a um amor impossível.

Há portas que me levaram a desertos,
onde o vento me arrancou as certezas;
outras, me devolveram o riso antigo
que eu pensava morto.

Nenhuma delas seria minha
se eu tivesse virado o rosto à dor.
Porque é no instante em que ela me atravessa,
que eu a torno caminho,
e o sangue, mapa.

Sim... cada dor que me rasgou,
destrancou um tempo, uma face, um lugar.
E hoje sou feita disso:
de cem portas escancaradas
por onde caminham os dias melhores
que antes,
eu apenas ousei sonhar.

Eu estou sempre fazendo aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo.

Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.

Arre! Estou farto de semi-deuses! Onde é que há gente no mundo???

Eu sou o intervalo entre o meu querer e o que a vontade dos outros fez de mim.

Morre jovem o que os deuses amam, é um preceito da sabedoria antiga.

Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!

Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...

Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, 'stou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!

Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havermos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor. Como as outras, ridículas...

É por isso que tomo ópio, é um remédio.Sou um convalescente do momento, moro no Rés do chão do pensamento e ver passar a vida faz-me tédio

Minha alma está cansada da minha vida.

Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu

E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.