Coleção pessoal de lucileide

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⁠Mãe, Eu Quero Voltar

Deixei teu abraço, tua voz, tua mão,
Com sonhos de glória e a pressa em vão.
"Não vá, meu filho", teus olhos diziam,
Mas jovem e cego, eu mal te ouvia.

O mundo, mãe, não é como eu pensei,
Me abraçou com mentira, me usou, me ferrei.
Promessas brilhantes, caminhos sem fim,
E hoje só resta o vazio em mim.

A chuva me molha, o frio me abraça,
A vergonha me pesa, a saudade me amassa.
Tuas palavras ecoam, conselho tardio,
Mas a lição veio, dura, no aço do frio.

Lembro teu rosto, tua prece, teu olhar,
E hoje só penso: Mãe, eu quero voltar.
Não trago riqueza, nem orgulho, nem glória,
Só um coração quebrado, marcado na história.

Perdão, minha mãe, pela dor que causei,
Pelas noites de choro que te entreguei.
Por não ouvir teu amor, tua razão,
E trocar tua casa por ilusão.

Se me aceitares, volto em silêncio,
Com o coração pobre, mas cheio de intento.
Prometo, mãe, ser teu filho de novo,
E cuidar do amor que deixei no povo.

Mãe, se puder, me espera no portão,
Que ao cruzá-lo, se cura o meu coração.
De peito aberto, ao teu lado ficar,
Pois aprendi, mãe, que o mundo é teu lar.

⁠Canção de um Prisioneiro Arrependido

No silêncio das grades, a culpa ecoa,
Um amor que julguei eterno, mas voa.
Por ti, manchei as mãos de rubro pecado,
Agora sou só um homem, pelo destino marcado.

A lua espia por frestas de aço,
Minha alma chora no lento compasso.
Por amor matei, por amor me perdi,
Mas tu nunca vieste, nunca pensaste em mim.

Teus olhos eram faróis em meu mar de tormento,
Promessas vazias, só um falso alento.
E eu, tolo amante, cego e febril,
Destrui uma vida, tornei-me um réu vil.

As cartas que escrevi, o tempo devorou,
Nenhuma resposta, nem o vento soprou.
Os dias se arrastam, companheiros de dor,
Enquanto o mundo lá fora ignora meu clamor.

No espelho quebrado, meu rosto se vai,
Um fantasma sem nome, que o tempo desfaz.
Se amar é prisão, sou o mais condenado,
Cativo do eco de um amor fracassado.

Agora entendo, tarde demais,
Que o amor verdadeiro não vive de ais.
Ele cura, ele eleva, não leva ao abismo,
Eu fui teu prisioneiro, mas tu foste o abismo.

Se algum dia ouvir minha canção de lamento,
Saiba que é o arrependimento que sopra ao vento.
Não busco perdão, nem alívio pra mim,
Só que o mundo lembre do preço do fim.

⁠Quando morre um coração

Quando morre um coração,
o silêncio se agiganta,
uma melodia se desfaz,
e o tempo perde sua dança.

Os passos vacilam na estrada,
como se o chão não mais existisse,
e o céu, que antes era abrigo,
parece agora um vazio que insiste.

Quando morre um coração,
não é só o peito que sente,
é a alma que se desfaz
em pedaços de um presente ausente.

Os sonhos se tornam memória,
as palavras viram eco perdido,
e no vazio que sobra da história,
fica o adeus jamais esquecido.

Mas há vida no rastro da dor,
como sementes em terra rasgada.
Pois mesmo morto, o coração
faz florescer em nós sua jornada.

E assim, entre lágrimas e fé,
erguemos o que restou de esperança,
pois no luto, há sempre um renascer,
um novo ritmo, uma nova dança.

⁠Confiança Desfeita

Tu vieste com palavras tão doces,
promessas bordadas em ouro e mel,
mas nos teus olhos, vi o reflexo
de mentiras escondidas no véu.

Fiz de ti meu porto seguro,
meu abrigo contra a tempestade,
mas teus gestos, falsos e frios,
romperam a frágil verdade.

Agora retornas, com mãos estendidas,
pedindo o perdão que não sei se dou.
Mas como confiar num amor
que já me traiu e me desarmou?

Dizes que mudaste, que és outro,
mas meu coração aprendeu a lição:
confiança quebrada não se refaz
com palavras ou uma nova canção.

Teu amor, que era chama, apagou-se,
deixando apenas cinzas no chão.
E por mais que insistas e clames,
não ressuscitas o que foi em vão.

Segue teu caminho, que eu sigo o meu,
com as marcas que deixaste, aprendi.
Amar é mais que palavras bonitas,
é verdade que nunca existiu em ti.

⁠O Tempo Passou

O tempo passou, como um rio sereno,
levando consigo as horas, os dias,
mas o amor, que em nós foi plantado,
floresceu mesmo entre ventanias.

As rugas marcaram nossos rostos,
os cabelos, prateados pela estação,
mas os olhos, ainda que cansados,
guardam o brilho da paixão.

Os anos não foram inimigos,
foram mestres do nosso querer,
ensinaram que amar é mais forte
que o tempo que insiste em correr.

Lembras-te de quando éramos jovens,
com sonhos maiores que o céu?
Hoje, somos história vivida,
um poema tecido em papel.

O tempo passou, mas aqui estamos,
de mãos dadas, desafiando a razão.
Prova de que o amor verdadeiro
é mais forte que a própria criação.

Pois o que o tempo não desmorona
é o que foi construído com fé.
E nós, com cada segundo que passa,
somos eternos naquilo que é.

⁠Paixão Entre o Amor e a Falsidade

Entre o amor e a falsidade,
nasceu uma paixão inquieta,
um fogo que ardia sem dono,
mas que a alma inteira afeta.

Teus olhos, faróis enganadores,
prometiam mundos sem fim,
mas teu coração, tão vazio,
não era refúgio para mim.

Tuas palavras, doces venenos,
me prendiam num jogo cruel.
Amar-te era voar entre flores
e cair em espinhos de fel.

Eu quis acreditar na mentira,
vestida de amor verdadeiro,
mas a paixão, tão traiçoeira,
fez-me prisioneiro e estrangeiro.

Agora, vejo com clareza:
o amor é força que liberta,
mas a falsidade que o cerca
é prisão de porta aberta.

Paixão entre o amor e o engano
é chama que queima e destrói.
Um desejo que fere o peito
e no fim, a alma corrói.

Que fique o aprendizado amargo,
e o eco de tudo que foi.
Pois paixão sem verdade é sombra,
um sentimento que se desfaz depois.

⁠Seus Pais Me Proibiram

Seus pais me proibiram, fecharam o portão,
disseram que o amor era tolice, ilusão.
Que eu não era digno do teu doce olhar,
que o mundo era vasto e eu devia parar.

Mas como deter o que nasce no peito,
essa força que grita e transborda de jeito?
Lutei contra o medo, contra o impossível,
por nós, tornei-me o herói invencível.

Subi montanhas de preconceito e dor,
enfrentei olhares que negavam o amor.
A cada barreira, o desejo crescia,
teu nome era luz que ao longe eu seguia.

Roubei minutos do tempo tirano,
cruzei madrugadas em passos insanos.
E cada "não" que tentaram gritar
foi força pra mim, pra não desistir de amar.

Até que um dia, o destino cedeu,
teus pais, com o tempo, viram quem sou eu.
O jovem que enfrentou o que fosse preciso,
pra viver contigo o maior paraíso.

Hoje, ao teu lado, eu posso dizer,
que amor verdadeiro não pode morrer.
Seus pais me proibiram, mas eu persisti,
e agora, contigo, sou mais do que feliz.

⁠Por Você, Eu Vou Mais Longe

Por você, eu vou mais longe,
cruzo mares, venço o tempo,
rompo os ventos mais ferozes,
sou coragem em movimento.

Se o caminho for escuro,
acendo luzes no coração,
derrubo muros de incerteza,
desfaço a sombra da solidão.

Por você, enfrento abismos,
subo montanhas de dor,
faço do impossível um rastro,
porque em mim vive o amor.

Nada me prende, nada me para,
nem o mundo a tentar me deter.
Se é por você, eu sigo em frente,
desafiando o que houver.

Eu vou além do imaginável,
desvendo segredos do céu,
pinto estrelas com teu nome,
escrevo sonhos num papel.

Por você, eu vou mais longe,
até onde a alma alcançar.
Pois amar é mais que destino,
é força que me faz voar.

⁠Amando na Chuva

Amando na chuva, sob o céu em tormenta,
nos teus braços, o mundo perde a forma,
o vento dança e a alma se alimenta,
enquanto a água ao nosso redor se transforma.

Cada gota que cai é um sussurro,
como se o universo nos quisesse contar,
que em meio ao caos, há um amor seguro,
que floresce mesmo no luar a chorar.

Nossos corpos, molhados de sonhos,
se entrelaçam sem pressa, sem fim.
A chuva, companheira dos medos,
acelera o pulsar, me faz sentir.

A rua se apaga, mas o brilho dos teus olhos
reflete o céu, e tudo é mais belo.
Amando na chuva, perdemos os olhos,
encontramos o infinito no breu do duelo.

E mesmo que a tempestade nos envolva,
não temo, pois é contigo que estou.
Na chuva, nosso amor se renova,
e o que o mundo vê, em nós, se apagou.

Amando na chuva, com o coração desnudo,
não há barreira, não há dor,
somos um só, no compasso do tudo,
onde a chuva é abrigo, e o amor, calor.

⁠Deus trabalha nos bastidores enquanto você confia.

⁠O impossível se curva diante da fé.

⁠Quando a força faltar, a fé te sustentará.

⁠A fé alimenta a alma e acalma o coração.

⁠A fé é o primeiro passo, mesmo sem ver a escada.

⁠Mesmo sem enxergar, a fé te faz seguir.

⁠A fé renova a esperança quando tudo parece perdido.

⁠Deus opera milagres onde habita a fé.

⁠A fé não elimina as tempestades, mas te faz atravessá-las

⁠Confie, mesmo quando o caminho parecer incerto.

⁠A fé é o alicerce das conquistas que ainda não vemos.