Coleção pessoal de LeoniaTeixeira

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Até onde, me levarão teus olhos...em qual abismo, me fará despencar
de vez ?

Guardo marcas de saudades e lembranças no peito, eu viver o passado como quem vive esse momento. Há coisas, que o tempo esqueceu em mim !
Dizem que o tempo apaga, cura...em mim, não !

Sempre fui um patinho feio, mas tenho asas de borboleta.

Vem o vento açoita meu corpo, passa o frio em mim deixando marcas, arrepios...o silêncio perturba, incomoda...só, te vejo distante. Não ter você como companhia, machuca. Sei, quem sabe...exatamente nesse momento, outra...te ama, sem segredos.

Quando o povo, se conscientizar que os políticos nada mais fazem que sua obrigação, quem sabe o País siga um novo rumo, uma nova história. Sem essa, que estão nos fazendo favor.
Reivindicar é nosso direito, fazer é dever deles !

Talvez, eu saiba demais o que significa viver, por isso sou taxada de louca.

Há momentos que o mundo parece cair em cima de nós...tudo fica escuro, frio. Bate solidão, desespero...parece que toda a humanidade partiu para outro planeta, galáxia...ficamos só, para escrever o final da história.

Gosto de quem vive a vida com amor, paixão...de quem ama o ser e busca o ter com humildade, pés no chão. De quem sabe que o ser é o que realmente conta, e que o ter é apenas a recompensa, o troféu de quem luta e alcança.

Sou guiada pela consciência, o que pensam de mim não é problema meu, sinto dizer, vai contra os meus princípios se preocupar com que os outros pensam.

Sou dependente demais para ser podada por quem de ser livre nada entende, minha casa é o relento, meus pensamentos são pássaros...meus atos, a mim pertencem.

Não tentem entender de mim, não sou como a matemática: dois mais dois, não são quatro.

Estranho me acostumar com o teu silêncio, com a frieza do teu olhar...difícil entender, que para você nada conto...que um simples oi, um inocente olá...não é bem vindo aos ouvidos teus. Se tratando de você, não cresci, não amadureci...e ai, tua indiferença é como faca que corta, perfura...faz sangrar, os sonhos meus.

Do quarto do passado revejo cenas que não vivi, que sonhei. Relembro abraços que se perderam por caminhos desconhecidos, beijos afogados no delírio dos meus desejos, no mar das minhas vontades...releio capítulos não escritos, paginas não lidas...da janela do ontem, vejo imagens não desenhadas, fotos não reveladas...são alucinações perdidas no tempo.

Quem dera o tempo nos encontra-se mais uma vez: no final da tarde,
no barzinho da esquina...quem dera, nossos passos nos levassem ao mesmo destino, seguissem a mesma rota, que outrora, fazia nossos corpos dançarem no ritmo perfeito a nossa canção.

Carrego em mim, tudo que o tempo não apagou, não esqueceu.
Cada palavra que silenciou , cada olhar que guardou, cada desejo
que escondeu, cada vontade...de sermos nós.

O melhor da vida está em saber viver: sorrir com as flores, dançar com o vento, abraçar a chuva...falar com os pássaros, cantar com os rios, escutar o mar.
O melhor da vida, é sentir a música, amar...se apaixonar todos os dias, viver as lembranças, acordar com o passado...ser presente, se encantar com o futuro.
O melhor da vida é dizer te amo, não ter vergonha de amar. O melhor da vida é dividir segredos, multiplicar amores, somar sorrisos, subtrair tristezas...o melhor da vida é triplicar felicidade e ser, feliz !

Em outras vidas, de certo fui gaivota... viajei de norte a sul, driblando as ventanias, beijando rios e mares, amante da liberdade, dançando em meio as flores...rodopiando entre pianos e violinos, cantando o amor. Em outras vidas, de certo fui sabiá, casada com a natureza...velejei na imensidão do infinito, respirei o mais puro ar, naveguei nos jardins, florestas...voei livre de leste a oste, caminhei por matos verdes, casas brancas...fiz das estrelas ninhos. Em outras vidas, de certo fui borboleta poeta, rainha beija- flor.

Não há perfume que fique no ar, tanto quanto o cheiro dos olhos teus.

Poetas e violeiros,
Cantam as saudades
Cancioneiros da madrugada,
Cantadores de flores
Conversam sobre poemas
Versos, melodias...
Falam, de amores.

Enganar-se, é assinar atestado de enrolação. Somos o que somos, e não assumir, é viver a vida de outros !