Coleção pessoal de LeoniaTeixeira
Nem sempre querer faz bem
Chegar a essa conclusão dói
Machuca,
Vez em quando fico sem ar
Descobrir o que pensa
É sempre um tapa na cara
Uma chicotada no peito
Sei que não sou lá essas coisas
Não sou água para o teu bico
Menos ainda
Chinelo para os teus pés
Mas ouvir a verdade
Mata os sonhos meus
O baque é alto demais
A queda é de se quebrar inteira
Apagar sorrisos,
Mas vamos em frente,
Quem sabe um dia,
Meus sentimentos mudem de rota
Atravessem outro caminho
Esqueçam músicas
Excluam tardes,
Deletem emails
Descobrir que se sente obrigado
É tortura,
Mas é nisso que dá
Andar em terreno alheio
Invadir praia
Pisar em areia movediça
Acaba mesmo se machucando
Se ferindo,
Ou se olha por onde anda
Ou se corta, sangra...
Coração !
O clamor em Paris
Balas vindo de qualquer canto, explosões
Vidas que se apagam em segundos
Filhos, mães desesperadas
Abraçados pelo dor.
Sangue corre por avenidas
Estádios,
Restaurantes viram tanque de guerra
Homens e mulheres gritam
Desumanos sem leis, impiedosos
Vazios de solidariedade
Insensíveis
Paris, terra banhada em lágrimas.
Gritos ecoam, choro
Por todas as partes, medo
Olhos fechados
Silêncio
Terror no olhos
Pavor,
Os que ficam se desesperam
Choram
Desespero, frio
Ouvidos tapados
Olhos vendados, lama
Vermelho
A torre Eiffel se apaga
Reverência aos que se foram
Inocentes,
13 de novembro de 2015
O mundo chora
Sente,
Continentes rezam
Pedem paz e amor.
Gosto da bagunça
Das roupas espalhadas pelo canto
Dos sapatos jogados
No meu quarto,
Das fotos empinduradas
Dos quadros
Gosto do meu sorriso escancarado
Do meu olhar fugaz
Da minha boca escandalosa
Da minha pele quente,
Gosto do fora do lugar
Das palavras perdidas
Do riso fácil,
Do batom manchado
Das marcas no meu rosto
Do cabelo despenteado,
Do meu traje diferente,
Amarrotado,
Gosto dos meus sonhos de pecado
Dos meus desejos sem juízos
Das minhas vontades loucas,
Da minha alegria biruta,
Gosto de mim.
Teu sorriso é o bastante pra me deixar de quatro. Quatro vezes mais: apaixonada, sonhadora, menina...mulher que se entrega quando recebe tua atenção.
A vida é uma sequência
Acertos, erros
Idas, vindas e voltas
Viver é bem mais que acordar
É abrir os olhos para o mundo
Sentir as pessoas
Viver é um dogma
Uma dádiva,
Um presente que nos é dado
A cada sol que nasce
Em cada flor que cresce
Nos sorrisos
Nas lágrimas,
Sentir os pássaros é viver
Olhar os rios é viver
Escutar o silêncio é viver
Amar é viver, reviver...
É sentir o pulsar da vida
Sorrir dos sonhos acordados
Lembrar o que se foi
É viver,
Cantar com a saudade é viver
Lembrar as perdas é viver,
Sentir o outro é viver
Dividir carinho é viver
Amar sem medo é viver
Abraçar os amigos é viver
Pisar na areia é viver
Sorrir, cantar...
Viver os medos
Correr riscos é viver
Acordar na noite é viver
Sonhar na lua é viver
Subir, descer...
É viver. viver de salto
Descalço,
Viajar nos sonhos é viver
Viver o que se é
O que se tem,
O que se quer.
Mudar os planos é viver
Seguir,
Buscar
Querer é viver
Viver é simples, complicado
Viver é a regra da vida.
São pensamentos que voam
São palavras que se perdem
São histórias não contadas
São vozes repetidas,
São silêncios não falados
São versos que se tragam
São sonhos que se vivem
São momentos que se tem
São lembranças que ficam
São verdades guardadas
São mentiras ditas,
São amores incorretos
São paixões não vividas
São pedras que se tocam
São rios que se encontram
São flores que perfumam
São espinhos que machucam
São cores que dão vida,
São frios que aquecem
São calores que esfriam,
São saudades que se sentem
São memórias que se guardam
São pecados que se tem
São estradas que se seguem
São portas que se trancam
São janelas que se abrem
São amores esquecidos
São pessoas lembradas
São verdes que esperam
São as matas que se cantam
São os rios que se falam
São as músicas que se tocam
São os olhares que se olham
São amantes que se amam
São canções que se ouvem
São esperas e voltas
São idas e vindas
São poetas nada mais.
São madrugadas que esfriam
São corações que se batem
São versos que se criam
São poemas que escrevem
São loucos normais.
Me troco, me visto pelo avesso para apagar memórias de mim, rasgar momentos sonhados. Não sou eu, se não vivo os sonhos, de mim não tem nada, a verdadeira eu não se apega ao presente, não vive só o agora. Sou lembranças do que já foi, sou partes de passados. Se não sonho, se não viajo nas ilusões...é que estou no tempo errado.
Abra a janela e veja que o sol brilha mesmo distante, que a lua clareia a quilômetros, que o mar canta mesmo solitário e que as estrelas piscam pra o mundo embora não sejam correspondidas.
Vou te da um tempo de mim
Te deixar livre das minhas loucuras
Dos meus anseios, das minha vontades
Vou te dá um tempo distante,
Te lembrar sozinha
Sem palavras
Sem entrega
Vou sair um pouco
Da tua vida,
Me dá um tempo
Te dá um tempo
Quando eu voltar
Se voltar,
Decidimos se vale a pena
Tentar mais uma vez,
Se pra nós há algum lugar
Onde matar nossos desejos
Viver nossos sonhos,
Levo comigo as tardes
Músicas,
O silencio da tua voz
Palavras guardadas
Contidas,
Segredos divididos
Te deixo meu sorriso
Meu olhar
Meu cheiro
Em flores,
Em chuvas
No sol
Na lua, no ar.
