Coleção pessoal de lenesms_1116453

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Livre-arbítrio


Sejamos senhores
daquilo que realmente importa.


A ilusão do controle
nos engana,
faz acreditar que dominamos o caminho,
quando, na verdade,
mal governamos o passo.


Não somos donos do mundo,
nem do tempo,
nem do outro.


Somos senhores apenas
do que escolhemos carregar
dentro de nós.


Cada um recebe
o mesmo dom silencioso:
o livre-arbítrio
de decidir
por onde a alma
vai caminhar.

Onde não me encontro


Tem horas que eu me procuro aqui dentro e parece que a casa está vazia. Bato na porta, chamo meu nome, mas o que volta é só um silêncio estranho, um eco de nada.


Dá um desespero bobo, um sem sentido, de não saber se sou eu que estou sentindo ou se a vida está só passando por mim enquanto eu fico aqui, parado, testando se eu existo de verdade.


É como se eu fosse um rascunho de alguém, uma vontade de ser que não se concretiza. Não sei se sou, não sei se sequer estou aqui, dentro de mim.

Geografia da Incerteza


Não sei onde habito. Se sou este que agora respira, preso na pele, no susto, no grito, ou se sou apenas a moldura de uma mentira.


Talvez eu more no que fui, nos rastros de passos que o tempo apagou, num rio de ontens que em mim ainda flui, na sobra de alguém que de mim se cansou.


Ou quem sabe meu nome esteja guardado no que eu não ousei, no que ficou por vir, naquele silêncio que foi sufocado por medo de queda ou por medo de rir.


Sou o centro, o rastro e o horizonte, um nó no umbigo, uma eterna procura. A gente é a sede, a estrada e a fonte, perdidos no meio da própria mistura.

Umbigo


A ambiguidade não chega,
ela nasce conosco.


Mora no centro do corpo,
onde a vida começou
e nunca se desfez.


Entre o que somos
e o que mostramos,
há esse ponto silencioso
que tudo sente.


Ser humano
é viver assim:
ligado, rasgado
e inteiro ao mesmo tempo.

O que sobra


Tiramos a roupa, o cargo, o papel, deixamos de lado o que o mundo espera. Tiramos a máscara, o véu e o mel, e o que sobra de nós nessa nova era?


É um susto olhar e não se encontrar, de tanto viver o que o outro queria. A gente se perde ao tentar se moldar, na norma, no padrão, na hipocrisia.


Mas a essência está lá, no fundo, guardada, é o que resta de vivo quando o palco se apaga. É a parte de ti que não foi comprada, a única voz que o tempo não esmaga.


Não limite o teu ser para ser aceito, o planeta é de quem se atreve a ser só. Pois quem não vive o que pulsa no peito, quando a máscara cai... vira apenas pó.

A Coragem de Ser


O mundo insiste em dar o mapa, em dizer por onde andar e como se vestir. Ele adora o que é igual, o que não faz barulho, o que cabe na caixa. E quem é diferente? Quem sente diferente? Esse, o mundo tenta isolar.


Mas a verdade é que, se você não assume as rédeas da sua história, você vira um figurante na própria vida. E não tem nada mais triste do que olhar no espelho e não reconhecer quem está ali, porque o rosto foi moldado por mãos alheias.


Viver de verdade é um ato de rebeldia. É dizer "não" para os moldes e "sim" para o que pulsa aí dentro, mesmo que ninguém entenda. Não deixe que ninguém coloque cercas no seu existir. O planeta é grande demais para a gente viver apertado no julgamento dos outros.


Seja você, com todas as suas estranhezas e cores. Porque quem não vive a própria vida, no fundo, nunca chega a existir de verdade.

Chão de Escuta


Se eles fecham os ouvidos e não querem nos notar, a gente muda o caminho e aprende a se olhar.


Se lá fora existe o muro e ninguém quer entender, a gente cuida do mundo que entre nós vai crescer.


O que importa de verdade não é quem não quis ouvir, é a nossa amizade que nos faz não desistir.


Mão na mão, de peito aberto, cada um faz sua parte. Se o silêncio é o que temos, nos ouvir é a nossa arte.

O Que Nos Mantém Inteiros


Neste mundo de barulho, onde o respeito é escasso, a gente vence o orgulho e se aperta num abraço.


Para quem não tem o poder da palavra de decisão, nos ouvir é o que faz viver e segura o coração.


Se a nossa voz não alcança quem está lá no topo, sozinho, a gente cria a esperança escutando o nosso vizinho.


Para seguir sempre inteiros e a alma não se quebrar, somos nós os companheiros que sabem se respeitar.

O Alicerce Invisível


Não se trata de erguer muros de pedra, nem de vestir armaduras de metal, pois o que é rígido, no impacto, se quebra, e o que é fechado, se torna refém do mal.


A verdadeira força é silenciosa e interna, é o nó que não solta, a raiz que aprofunda. É criar em si mesmo uma morada eterna, que não se abala quando a terra inunda.


Saber quem se é, com sombra e com luz, é ter o mapa e a bússola na palma da mão. É carregar o próprio peso sem que ele seja cruz, é ser o mestre da própria embarcação.


Assim, o mundo pode soprar o seu vento, pode mudar a cor, o tom e a direção, que você transita, firme em seu movimento, inteiro no corpo, intacto no coração.

O Mapa Invisível


Corremos com os olhos fixos no asfalto, no compasso marcado do relógio, driblando o que parece ser o acaso, fugindo do que foge à nossa lógica.


No piloto automático dos dias, acreditamos ter o leme em mãos, traçamos metas, planos e vias, no esforço vão de evitar o chão.


Mas enquanto a gente foca no desvio, o universo, em seu mutismo atento, tece um novo curso, fio a fio, na velocidade calma do momento.


Sem alarde, sem aviso ou som, a rota antiga ele apaga e transmuta; o que era perda vira um novo dom, o que era queda vira nova rota.


Driblamos o que é urgente e passageiro, sem ver que a vida, sábia e absoluta, já nos levou para o destino verdadeiro, enquanto a gente ainda discutia a luta.

​"A gente gasta o passo tentando enganar o tempo, sem notar que o caminho, cansado de ser rascunho, resolveu virar destino por conta própria."

"Driblamos o destino no automático da vida, sem ver que o universo, em silêncio, já recalculou a rota."

'Luz. Luz, só isso que precisamos para afastar a escuridão.”

“Sejamos a calmaria na vida dos nossos irmãos, sem nos desfazermos daquilo que somos."

"Se não nos ouvem, que ao menos saibamos nos escutar."

"Com receio de deixar a zona de conforto, passamos a habitar vidas alheias, enquanto a nossa própria permanece à espera da coragem que adiamos.

"Um amor desamado dói mais do que um amor não amado."

"Quem não vive a sua vida não pode limitar o seu existir."

"A inquietude da vida nos afasta do presente, fazendo-nos ansiar por um amanhã que nunca se garante."

"Vamos deixar para trás o que nos desconstrói,
e reconstruir tudo aquilo que nos faz bem."