Coleção pessoal de leandromacielcortes
Só vive de fato quem se atreveu a viver suas amputações sentimentais, amorosas e abandonou esse vício chamado rotina que nos joga nesse abismo que é a zona de conforto.
Não se cobre pelo que não deu certo. Durou uma eternidade. Durou uma vida. Durou o tempo certo. Durou enquanto amor. Durou enquanto se bastavam um para o outro. Agora senta e me escuta: É duro, eu sei, dói, mas dói mais ainda sentir pelo que não toca mais no fundo da alma e nem do coração.
Ser criança
Ser criança é não saber.
Não saber sobre a dor,
Mas saber sobre o amor
Materno e paterno sem
Nem saber de onde vem
Esse sentimento que o
Alimenta desde o cordão
Umbilical até o seu fim.
É não saber que o tempo
Que ontem engatinhava,
Hoje corre. Ser criança
É sorrir com a inocência
Inerente ao seu não saber.
Não saber que a imaturidade
Logo amadurece diante da
Árvore da vida. Ser criança
É brincar com tempo e
Brindar com a vida
A juventude que logo
Tornar-se-á adolescente
E mais tarde irá se vestir
Como adulto que será.
Ser criança é olhar para
O relógio preso a parede
Sem a pressa vindoura.
Ser criança é não saber o
Que fazer com os dias que
Ficaram mais longos. Ser
Criança é um não saber
Tão cheio de dengos, mimos
E doçuras. Ser criança, quem
Dera se Deus por um descuido
Tivesse eternizado esse não
Saber que o tempo passa
Levando essa criança que
Um dia fomos sem saber.
Não me leve a mal, mas estou muito bem só. Estou me amando de um jeito como nunca amei ninguém. O nome disso? Amor próprio, meu bem!
Poeminha do amor
De todos os olhares, no teu é onde
Me encontro e me perco.
Dentre todos os sorrisos é o teu
Que me faz prisioneiro.
De todos os meus pensamentos.
O que me foge é o que procuro.
O que me desobedece e se faz
Rebelde é o que me preocupa.
Não o culpo por tal ato. Tal delito.
Se é que amar-te é um pecado,
Que me prendam dia e noite
E me julguem a revelia, ante minha
Ausência, que me faz réu confesso
do meu amor por ti. Que me
Condenem a solidão eterna,
Pois, amar-te-ei mesmo sem
Teu consentimento. E quem é
Que manda no coração?
Sobre o amanhã
Não crio mais expectativas
Nem sobre a vida, nem sobre
A morte, nem sobre o amor,
Nem sobre coisas e pessoas.
Criar expectativas é cair em
Cilada. É ceder ao tempo
Uma certeza que não se tem
Sobre o amanhã. Sobre o
Depois, sobre o porvir que
É tão incerto quanto nossos
Quereres.
Ela é um furacão, poço de calmaria. É orgulhosamente humilde demais. É demais para quem não chega aos seus pés. É menina sonhadora, mas que vive sua realidade. É docemente cheia de manias, neuras e tiques. É madura dentro da sua imaturidade. Já disse não querendo dizer sim. Já sim querendo dizer não. Já se arrependeu, voltou atrás, mas também já partiu sem olhar para trás. É menina-moça-mulher corajosa, mas que vive seus medos. Desistir? Jamais. É fria, menina séria, mas que vive suas farras interiores, uma criança na essência. É só uma menina-moça-mulher aprendendo a viver.
Amor também necessita ser regado, cativado e cultivado diariamente. Amor que não se cuida, não floresce.
Linha do tempo
Nessa tênue e frágil
Linha da vida, Ora
Somos dor, ora somos
Amor. Ora somos tudo,
Ora somos nada. E quem dera
Se pudéssemos tecer
A eternidade além
Do que nos é previamente
Concebido pelo destino,
O qual ousa romper
Nossos laços sem
Aviso prévio. E colocamos
Um ponto, onde deveria
Haver continuidade.
Somos inocentes diante da
Morte, já que sábio é o
Tempo.
Identidade perdida
Já fui tantos nesta vida,
Que nem sei mais quem sou.
Ainda pouco era amor, mas já
Fui esperança que me
Roubaram. Fui a dor de um
Parto que me trouxe
Felicidade. Fui saudade,
Que se perpetuou. Fui
Sorrisos intermináveis
Que se extraviaram e
Abraços dos quais fui
Privado pela vida num
Ato de covardia extrema.
Sou feito de memórias
E lembranças de outrora.
Do que o tempo me furtou
E não tornou a trazer.
Quem sou agora ? Sou mendigo,
Sou humilde, sou um
Catador de sentimentos
E emoções perdidas. Se
Por acaso você encontrar
Esse tal alegria por aí,
Me avise, pois, é a minha
Identidade perdida.
Então, você nem bem acaba de matar o amor com um tiro no próprio coração. Calma, matar metaforicamente falando, e já ressuscitaram velhos amores, que faz muito tempo que já foram sepultados.
Ela não desistiu, só cansou cobrar e dar desconto para quem não tem mais nada a oferecer, senão, migalhas de amor.
Para viver o presente não basta atravessar o passado. É preciso que você enfrente e enterre de vez seus monstros.
Troque suas tempestades por brisas mais leves. Deixe o tempo soprar para longe tudo que te faz pesado diante da vida.
Amanhã você vai agradecer a vida pelo Não de hoje. Há certos momentos na vida em que Deus está apenas nos livrando de sofrimentos e pesos desnecessários.
A maturidade não vem com o tempo, nem com a idade. A maturidade vem com as experiências vividas e com o amadurecimento diante da vida.
Quando nossa fé é a força que nos guia, não há tempestade, nem vento contrário que mude a direção, nem os rumos da nossa embarcação diante da vida.
Os planos de Deus na sua vida são bem maiores que as suas vontades. Confie, Deus não age por desejo ou impulso. Deus sabe o que faz.
