Coleção pessoal de LEandRO_ALissON
Quando desmoralizado pela exposição do seu analfabetismo funcional, da sua ignorância pomposa e da sua total incompetência em todos os domínios, o típico imbecil dos nossos dias se apega com patético desespero à mentirinha autodignificante de que tombou vítima de um combate ideológico.
Deus perdoa os adúlteros, os mentirosos, os ladrões e até os assassinos, mas não perdoa quem não perdoa.
Controle, é tudo uma questão de controle. Toda ditadura tem uma obsessão. A Roma antiga dava para as pessoas pão e circo, entretinha o povo com diversão. Outras ditaduras usam as mais diversas estratégias para controlar ideias (o conhecimento). Como fazem isso? Rebaixam a educação e limitam a cultura censurando informações e qualquer meio de expressão individual. É importante lembrar que isso é um padrão que sempre se repete por toda a história.
Entre uma tolice e uma ideia sensata a distância lexical pode ser quase nenhuma, mas imenso o abismo semântico. E é precisamente nesta falta de precisão que se escondem muitos horrores humanos. Ideias originalmente boas são distorcidas e tornam-se péssimas práticas, ideias más são vistas como boas porque são superficialmente parecidas com outras que realmente são boas: e é destes equívocos que é em parte feita a vida política contemporânea.
A escola deveria dar ao cidadão um contacto com o pensamento sofisticado e cuidadoso, mas não o faz. Da escola primária à universidade, aprende-se a repetir, sem pensar, o que está na moda e se vê na televisão: [...]. É como se fôssemos incapazes de abandonar realmente a bestice humana intrínseca, pintando-a então com cores mais garridas para disfarçar.
Pergunta inocente: Se, no entender das mentes iluminadas, o modo de acabar com o tráfico ilegal de drogas é liberá-lo, por que o mesmo raciocínio não se aplicaria ao comércio ilegal de armas?
A ansiedade, o faniquito de 'agir', denotam uma sensibilidade epidérmica, falta de interioridade e concentração. Superficialidade, portanto fraqueza.
'A imobilidade gera a sabedoria', ensinava Aristóteles.
O impulso da expressão emocional imediata, que tantos enxergam como sinal de 'sinceridade', é também pura dispersão. A expressão das emoções tem de ser refreada para que elas possam interiorizar-se, criando a intimidade de um 'mundo' pessoal.
Cada personagem, cada situação ficcional, cada emoção, cada ambigüidade e cada paradoxo da narrativa tem de se impregnar na sua mente como possibilidade humana concreta, reconhecivel na vida real -- na sua própria e na das pessoas que você conhece. Tem de se transformar num ÓRGÃO DE PERCEPÇÃO.
Só assim a leitura literária vale a pena e tem verdadeiro poder educativo. Faça isso com obras da literatura dos dois últimos séculos durante alguns anos, e depois você lerá a Bíblia com olhos mais penetrantes.
É preciso evitar, naquelas, todo tecnicismo acadêmico e, nesta, toda especulação teológica. Não "analise" o texto, apenas guarde os conteúdos na memória até que eles próprios comecem a lhe mostrar o que desejam lhe mostrar.
Análises técnicas e especulações teológicas, só muitos anos depois de ter assimilado muitos textos dessa maneira. Antes, não.
Leia tudo como se fosse narrativa de acontecimentos reais, sentindo intensamente a presença das situações, personagens, conflitos, etc. Acredite em tudo como se estivesse vendo com os próprios olhos ou vivenciando você mesmo as situações.
No nosso planeta só podemos amar sofrendo e através da dor. Não sabemos amar de outro modo nem conhecemos outro tipo de amor.
"A teoria crítica é, essencialmente, uma metodologia para se fazer pesquisas sobre assuntos que estão bem além de suas próprias competências acadêmicas."
"Vá para casa, tome conta do negócio de seu pai, cuide de seus pais na velhice deles. Case com a moça que está à sua espera, seja leal, seja simples, seja humilde. Esconda sua virtude, viva em silêncio."
Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.
"A concepção Fascista da vida sublinha a importância do Estado e aceita o indivíduo somente enquanto os seus interesses coincidam com aqueles do Estado, que luta pela consciência e pelo universal, a vontade do homem como ente histórico. É contrário ao liberalismo clássico, que surgiu como reação ao absolutismo e exauriu sua função histórica no momento em que o Estado se tornou a expressão da consciência e da vontade do povo. O liberalismo negou o Estado em nome do indivíduo, o Fascismo o reassegura".
