Coleção pessoal de LEandRO_ALissON
"Seu amor pela liberdade - seu respeito às leis - seus hábitos de indústria - e sua prática de obrigações morais e religiosas, são as condições mais importantes para a felicidade individual e de seu país."
Quem disse que a História é a História dos vencedores não conhecia o Brasil. Neste país a História é eminentemente a arma dos perdedores, que por meio dela instilam entre os estudantes universitários — futura liderança política — o desejo de vingança e a estratégia da revanche. Foi assim em 1964 e já está sendo de novo com a derrubada da Dilma. Tão logo votado o impeachment, a esquerda já convocou seus historiadores de aluguel para bloquear o acesso à verdade dos fatos e consagrar a versão 'golpe' como a explicação oficial a ser adotada em todas as universidades brasileiras.
Paulo Moreira Leite, André Singer, Hebe Matos, Jessé Souza, Palmério Dória são apenas alguns dos autores envolvidos na operação. Se os vencedores de hoje, como os militares de 1964, não reagirem em tempo — o que dificilmente acontecerá, dada a proverbial indolência intelectual da 'direita' — seu lugar na lata de lixo da História estará garantido.
"A sentença de Hugo von Hofmannsthal – ‘Nada está na realidade política de um país se não estiver primeiro na sua literatura’ – é tão verdadeira e profunda, que pode ser aplicada à análise das situações políticas desde vários ângulos diferentes, sempre rendendo algum conhecimento."
”O primeiro instrumento para o estudo de ciência política é um amplo conhecimento dos tipos humanos possíveis. O primeiro requisito, em ciência política, é uma ampla experiência literária. Essa experiência literária permitirá que o estudioso reconstrua imaginativamente os dados que sempre faltarão no estudo das comunidades políticas”.
Os escritores são uma terceira força, que se põe entre governo e povo, entre a atividade dos políticos e o silêncio geral da população. Criam os escritores a linguagem que une toda a população. Essa terceira força, entretanto, só é significativa se for independente.
O poder dos escritores está na força de persuasão. Embora sejam frequentemente desconsiderados, em razão de sua impotência, são os escritores que dão vida às formas de representação e aos modos de pensamento. Tudo quanto fazem quiçá não passe de pregação no deserto, mas através dessa atividade se revelará talvez o que põe o mundo em movimento.
“Meu filho, o dever que você tem de trabalhar, de se sustentar, de prover as suas próprias necessidades e da sua família é parte integrante da sua vocação — se você se recusa a fazer isso, você não merece que a gente lhe dirija a palavra, porque você é subumano, você é um ladrão. O sujeito que acha que os outros ou que 'a sociedade' tem a obrigação de sustentá-lo e não ele mesmo e, ainda assim, pensando com essa idéia baixa, nojenta, porca, ele ainda quer ser um escritor, um sujeito desses tem de apanhar […] Não vem com essa história de que você é artista e que não pode fazer isso. Porque os artistas que fugiram às suas obrigações, que tipo de gente são eles? Jean Jacques Rousseau? É disso que você está falando? É Jean Jacques Rousseau que você quer ser? Joga os filhos num orfanato para você poder fazer a sua carreira literária? Sua carreira literária vai ser uma merda como foi a de Rousseau […]Se você não é capaz de se sustentar, então saia daqui, meu filho, vai embora, eu não quero você como meu aluno. Arrume um emprego, torne-se um homem decente e volte.”
(COF, antológica aula 007) via Luiz Cesar Luiz Cezar de Araujo
Porque a vida é inteiramente um caos onde a criatura está perdida. O homem o suspeita; mas aterra-o encontrar-se cara a cara com essa terrível realidade, e procura ocultá-la com um véu fantasmagórico onde tudo está muito claro. Não lhe interessa que suas “idéias” não sejam verdadeiras; emprega-as como trincheiras para defender-se de sua vida, como espantalhos para afugentar a realidade.
Homem de mente lúcida é aquele que se liberta dessas “idéias” fantasmagóricas e olha de frente a vida, e se convence de que tudo nela é problemático, e se sente perdido. Como isso é a pura verdade – a saber, que viver é sentir-se perdido -, quem o aceita já começou a encontrar-se, já começou a descobrir sua autêntica realidade, já está no firme. Instintivamente, como o náufrago, buscará algo para se agarrar, e esse olhar trágico, peremptório, absolutamente veraz porque se trata de salvar-se, lhe facultará pôr ordem no caos de sua vida. Estas são as únicas idéias verdadeiras; as idéias dos náufragos. O resto é retórica, postura, íntima farsa. Quem não se sente de verdade perdido perde-se inexoravelmente; é dizer, não se encontra jamais, não topa nunca com a própria realidade.
Ter uma família e filhos faz o indivíduo assumir responsabilidades que não tinha e deixar o mundo de utopia para encarar a dura realidade da vida. Terá ele que trabalhar, estudar, produzir para sustentá-los. Isso explica em parte o por que da esquerda ser contrária à família, ao casamento e a favor do aborto.
Ortega y Gasset dizia que as únicas idéias que valem são as idéias dos náufragos: na hora em que um sujeito está se afogando, agarrado a uma tora de madeira para não morrer, as coisas nas quais ele ainda acredita nesse momento são sérias para ele; o resto é brincadeira, superficialidade. Nós temos de buscar na filosofia essa mesma seriedade total, porque é ela que vai nos dar o critério do certo e do errado, do verdadeiro e do falso.
"Nada revela mais a vulgaridade de uma mente do que o assanhamento por místicas orientais acompanhado de uma sobranceira ignorância do cristianismo. Infelizmente isso é endêmico."
Uma pessoa estúpida e com iniciativa, é capaz de fazer besteiras enormes. Esse é o tipo de gente que mais se vê no Brasil atualmente. Eles querem ser vereadores, deputados, professores universitários, etc. Estão sempre engajados em algum projeto, tomando a frente de algum movimento em prol de mudanças. Essa gente é que põe tudo a perder.
Se os cristãos querem realmente vencer o marxismo e suas nefastas aplicações no campo da cultura, não basta somente estudar, ler livros, fazer cursos, refutar argumentos e buscar coisas assim: é preciso, sobretudo, exercer a caridade para com o próximo. É preciso vestir o nu, alimentar o faminto, dar água ao que tem sede, visitar o cativo, acolher o peregrino, cuidar dos órfãos e das viúvas.
As sementes da esquerda só se proliferam em solos que deixaram de ser devidamente adubados e aguados pela caridade cristã.
Um dos efeitos mais perversos das ideologias políticas no espírito humano, é dar a impressão a sua vítima de que ela é uma pessoa generosa e mais bondosa do que as demais. Ao contrário dos que defendem o porte de arma, cadeia, punição rigorosa, trabalho árduo, disciplina, respeito à hierarquia e responsabilidade individual, ela é mais condescendente com as fraquezas humanas. Metade do mal do mundo é praticado por esse tipo de gente.
Todo livro que não deixa ao menos implícita a confissão de que o autor é um bosta não vale a pena de ser lido.
Somos como que anões montados em ombros de gigantes para podermos ver mais, muito mais longe do que eles, não pelo alcance do nosso olhar ou pela estatura do nosso corpo, mas porque, quando erguidos ao alto, somos alçados pela grandeza dos gigantes.
Somos como anões aos ombros de gigantes, pois podemos ver mais coisas do que eles e mais distantes, não devido à acuidade da nossa vista ou à altura do nosso corpo, mas porque somos mantidos e elevados pela estatura de gigantes.
A burrice pomposa não mede esforços e não tem escrúpulos nas suas tentativas de liquidar qualquer sinal de inteligência, que pela sua mera presença é para ela uma humilhação intolerável.
