Coleção pessoal de lavinialins

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"Quero me despir do medo; das prisões que me atrasam; dos seres que carregam os melhores fragmentos do que há em mim...
Quero andar com os pés descalços, sem temer os espinhos... Não por inexistirem, mas por saber que poderei arrancá-los sem sentir dor...".

"BREU"


"Ao cair da noite,
Meus sonhos despertam
Num impulso instantâneo;
Sedentos por encontrar,
Entre os reflexos do mar,
Teus olhos...
Aqueles que, de tão vivos,
Contagiam a minha existência;
De tal modo que, me vejo flutuar
Entre as estações,
Em meio a canções sem final,
De melodias doces,
Compassadas com primor.
Ah!, se fosse dono do mundo,
Trocaria as manhãs e as tardes
Por esses encantados breus,
Que me fazem companhia
E me levam até você...".

O AMOR CHEGARÁ

Somos as rimas da canção
Somos o reflexo do luar
Somos mais que coração
Somos almas a navegar

Entre versos de poemas
Entre luzes a cintilar
Venceremos as tormentas
E o amor nos chegará...

"Há luas que não compensam o nascer frio do sol...".

"ILHA"

"Abro as janelas da vida
Me encontro perdida em mim
Sei que do outro lado há uma ilha
Que me chama, em cantos, sem fim

Quando abro um sorriso, ela me sorri de volta
Mostrando que há muitos caminhos a seguir
Se ficarei parada ou seguirei com a esperança torta
Somente o meu coração é quem poderá definir".

"ENCONTRO"



"Os braços se encaixam, os rostos se tocam;
As lágrimas, felizes, correm livres e soltas...
Os cabelos trazem em si as histórias
E as memórias de tantas terras distantes,
Mas os olhares cintilam a uma só luz,
Ardente e perene, como um farol de sonhos.

Então, num instante que parece eterno,
Tudo o que outrora se dividiu e apartou
Agora se une em ritmos de amor e paixão,
Ao nascer a madrugada que tanto ansiava
Por sua derradeira concretização...

E, finalmente, com toques de magia,
Os corpos que antes eram duais
Transmutam-se em uma só figura;
As almas, que incessantemente se
Buscavam pela imensidão dos mundos,
Fundem-se num compasso harmonioso
Como sinfonia orquestrada com mestria,
Embalada pelo palpitar dos corações
E pelas confissões ao ouvido sussurradas –

Aquelas que, em incontáveis ocasiões,
Foram impressas em versos e em trovas
Esboçadas em noites de encanto,
Sob um luar deveras embriagante".

"DE MÃOS ATADAS"


"Olhos assustados...
O mundo a faz temer.
Sente-se sozinha, desprotegida.
São os efeitos que o tempo
Tende a causar naqueles que sonham.
Então, numa noite enluarada,
De olhos cerrados, vê-se flutuando
Por entre rimas e canções,
Assinadas por um alguém que nunca viu,
Mas que, ainda assim, lhe faz companhia.
Se é sonho, ou reflexo dos seus anseios,
Não importa...
Mais vale o que lhe faz sentir:
Abraçada, de mãos atadas,
Envolvida por uma plenitude sem fim...".

"Fios de um sopro de lembrança...
Espalhados no chão, junto os seus restantes.
Com eles, alimento a doce esperança
De provar mais uma noite desse amor inebriante".

"Nenhuma despedida é definitiva, caso não a tenhamos praticado, antes de tudo, dentro de nós mesmos".

"Pra te decifrar, fiz a leitura das eloquentes conjugações do teu olhar...".

"FUSÃO"


"Enquanto a noite cai,
Nossos corpos se entrelaçam,
Numa cadência singular, envolvente.
Pernas e braços em sintonia;
Almas se confundindo, com querer.
Desenharia, sem contar as vezes,
Esta cena inebriante...
Mas, nem que fosse o 'rei' dos traços,
Atingiria a fidelidade do culto
Que as suas curvas,
Sinuosas curvas, merecem...
Nelas, deleito-me e entrego-me,
Sem medo das derrapagens, dos abismos.
Em você, encontrei estradas que me levam
A destinos nunca visitados;
A continentes meus, inóspitos, intocados.
Com você, qualquer noite estrelada
Se faz plateia, sedenta por assistir
Ao mais belo dos espetáculos:
Duas almas, formando uma só...".

"Ah, madrugada embriagante!
Seus mistérios de luz me contagiam.
Inspiram versos e canções numa melodia sem fim.
Se rimo ou se embaraço as letras, pouco importa.
O que vale é que destilo todo o sentimento que carrego aqui.
Deixando ficar, apenas, o que me serve pro bem...".

"Há quem fale muito de si, sem falar o que, deveras, carrega no silêncio do seu íntimo".

"VOCÊ"

" Dias e dias vividos sob a cinza sombra...
Mas eis que, de repente, você... em cores -
Tantas, que nem sei precisar os nomes.
E, ao falar em nome, rende-se a sabedoria
Aos seus pés, por não o saber definir.
Quantas são as suas faces, sempre reluzentes,
Espertas, cheias de uma vida nunca experimentada
Por este pobre coração que deseja ser seu...
Se tivesse que resumir o efeito que causa em mim,
Ah!... Eu não o conseguiria...
Teria, de mãos dadas com a sabedoria, de dobrar os joelhos
Diante desse corpo, desenhado com minúcia,
Que se apresenta diante dos meus olhos,
Em cada chamada de pensamento
Que a minha sedenta alma anuncia.
E, neste ritmo, regado por fragrâncias de anseio
Em descobrir a sua fórmula, me deleito e me entrego,
De olhos cerrados, sussurrando, em suspiros, o seu nome...".

"VCL"

"Eis que, de repente, no meio da noite -
Aquela, fria e quase muda,
Um som recheia o seu quarto.
De longe, sinais de um amor fraterno,
Que nem as forças do tempo conseguiram apagar.
Ele lembra daquela meiga face que,
Por mais que o anos desejem marcar,
Nunca deixarão de ser infantis;
E, então, deseja tê-la em seu colo, em acalento;
Apenas para dizer, sem palavras,
Que ela não deve ter medo,
Pois não está sozinha.
Na verdade - pensa ele -, nunca esteve;
Nem mesmo durante os dias em que o afastamento falou-lhes.
Assim, sem querer perder tempo -
Pois já é conhecedor das suas penas,
Entrega ao vento a sua mensagem,
Que, a ela, é entregue com um sabor doce.
E a madrugada lhe concede estrelas, em forma de versos...".

"DA MINHA JANELA"

"Me via distraída...
Olhava o mundo e nada via
Não sabia se, de fato, existias
Em noites frias, mal adormecia
Quando dava conta, amanhecia
Já não ouvia a melodia
Lembrava do encontro que se repetia
Ao assaltar-me, em melancolia
Trazendo pautas de um novo dia
Cheio de flor e caligrafia
De sorriso e alegria
Escrevi por horas - já nem sentia
Era o seu aroma que me conduzia
Me trazendo à vida, o que me fazia,
Compor canções de prosa e poesia".

"Feche os seus olhos, os seus ouvidos, a sua boca...
Deixe que somente o seu coração fale por você.
Pense, ao menos desta vez, nos seus acertos,
Nos seus alcances, nos seus gestos de gratidão.
Pense nos auxílios que prestou, nos perdões que concedeu, nas suas orações...
Pense, agora, no abraço que não deu, na mão que não apertou, na declaração que guardou.
Pense na música que não dedicou, nos sorrisos que escondeu, nos bons desejos que vieram e deixou que fossem, sem nem tentar alcançá-los.
Pense... ao menos por hoje.
E então, faça!".

"Alguns acasos funcionam como dosadores dos nossos ímpetos. Aos sinais, ou como quer que chamem, sou sempre obediente...".

"Eu vejo vida no raiar do dia...
No cantar dos pássaros,
No doce movimento que o vento
Faz ao encontrar a minha cortina.
Eu vejo esperança nas nuances
Que o olhar daquela criança feliz
Me apresenta, sem querer...
Tocar o céu, não sei se será possível,
Mas algo carrego comigo, e é certo:
Posso pintar, todos os dias, o meu céu
De um azul tão singular que nem eu,
Por mais que seja o pintor, sei a fonte.
Só sei que é lindo e faz um bem danado...".

"Nós transcenderemos, amor,
Nós transcenderemos...
Venceremos o efeito do tempo
E edificaremos o nosso castelo!
E de pronto eu ascenderei
À sua torre mais subida,
Fincando com imenso fervor
A bandeira que há em nós –
Para que o mundo inteiro
Saiba as linhas do nosso amor
E a invicta insígnia que vibra
Em nossos corações!

Nós transcenderemos, amor,
Nós transcenderemos...
E não permitiremos que as vírgulas
Nos venham pautar as frases,
Nem que as viperinas línguas
Venham corroer as nossas forças
Ou as esperanças que povoam
Nossas mentes e corações!

Alimentemos a crença de que,
Noite e dia, nos embalam as canções
De um amor tão puro e singular,
Cantado em dó, amarrado com nó
De marinheiro que navega pelo mar,
Sem temer as tempestades e as ondas
Que lhe surgem ao desafio…".