Coleção pessoal de LadyRed
Amar de longe não é fácil. É complicado não acordar com aquele cheiro, aquele calor do corpo, aquele abraço. É doloroso não ter aquela voz no ouvido, aquele colo, aquela risada boa e boba. Pode ser logo ali, naquela cidade que fica a quarenta e cinco minutos de avião. Pode ser lá longe, em outro país. Pode ser em outro estado. Pode ser do outro lado do oceano. Não importa: a saudade arde. Mas serve para nos mostrar como o outro é importante. Serve para mostrar como pequenas coisas fazem falta. A saudade faz a gente prestar mais atenção no outro. E, principalmente, a saudade mostra o que é de verdade. Porque só os amores guerreiros sobrevivem ao tempo e à distância.
Abri a mente, fiz preces, fantasiei um mundo. Amei teu corpo, teu jeito, teu cheiro, tua sombra, abri meu peito, acreditei na gente.
Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido.
Se pudesse escolher, teria ficado calada, mas lhe escapou: “Meu coração está ferido de amar errado. De amar demais, de querer demais, de viver demais. Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco. Seu amor, comparado ao meu, é pouco. Muito pouco. Mas você não vê. Não vê, não enxerga, não sente. Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou. Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz.
Sou de fases como a lua, às vezes distante, às vezes sua…
Às vezes calada,
Às vezes carente, às vezes falante, muitas vezes nua…
Sou cheia de fases, sou cheia de amor!
Às vezes cansada, às vezes chorona,
Às vezes alegre,
Muitas vezes com dor…
Sou cheia de imprevistos!
Às vezes inútil, às vezes triste, às vezes feliz, às vezes sensível, às vezes egoísta, às vezes serena às vezes grande, muitas vezes pequena…
É assim que sou!
Essas fases que mudam e me faz…
Às vezes bem humorada, às vezes de mau humor, às vezes alongada, sozinha, desconfiada, às vezes retraída, às vezes atrevida…
Muitas vezes namorada!
Sou de fases, sei ouvir e não sei compreender, procuro entender, mas não vou querer…
Às vezes me sinto amada, às vezes desajeitada, rejeitada, linda…
Muitas vezes me sinto um nada!
Sou de fases, sou assim de lua, mas gosto de mim.
NÃO PENSE DUAS VEZES...
A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. Chega sem chegar, insinua mais que propõe... Felicidade é animal arisco. Tem que ser adimirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la.
Felicidade é chuva que cai na madrugada, quando dormimos. O que vemos é a terra agradecida, pronta para fecundar o que nela está sepultado, aguardando a hora da ressurreição.
Felicidade é coisa que não tem nome. É silêncio que perpassa os dias tornando-os mais belos e falantes. Felicidade é carinho de mãe em situação de desespero. É olhar de amigo em horas de abandono. É fala calmante em instantes de desconsolo.
Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros.
Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira... Eu vivo assim... Sem doma, sem dona, sem porteiras, porque a felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira. Eu quero a felicidade de toda hora. Não quero o rancor, não quero o alarde dos artifícios das palavras comuns, nem tampouco o amor que deseja aprisionar meu sonho em suas gaiolas tão mesquinhas.
O que quero é o olhar de Jesus refletido no olhar de quem amo. Isso sim é felicidade sem medidas. O café quente na tarde fria, a conversa tão cheia de humor, o choro vez em quando.
Felicidades pequenas... O olhar da criança que me acompanha do colo da mãe, e que depois, à distância ,sorri segura, porque sabe que eu não a levarei de seu lugar preferido.
A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito. Não forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero.
E então sorrio, como quem sabe,que quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças... E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.
O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes...
"Reconheço que pessoas boas fazem coisas ruins. Reconheço que nenhum de nós está imune às más escolhas. Reconheço que o nosso maior inimigo somos nós mesmos. Assim sendo, reconheço que precisamos nos esforçar por caminhar na retidão."
(Austri Junior)
Meu mundo pode ser estranho, mas eu me reconheço em qualquer parte, embora não me entenda e nem me encontre em qualquer lugar.
Penso saber muitas coisas mas reconheço que posso estar errado em várias delas , se você sabe de algo que possa vir a me ser útil, por favor me ajude pois ainda existe tempo para corrigir vários erros ( Mister John )
Aprendi tanto com a dor que eu enfrentei...
Que hoje, reconheço; que valeu a pena o preço que paguei.
Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo. Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas. Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha. Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só. Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões. Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias. Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar. Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é o câncer do amor. Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que era quando eu te conheci. Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.
A vida me surpreende a cada dia que passa e hoje reconheço que apesar de tudo, quando penso que já aconteceu tudo, tenho uma nova surpresa pra me fazer feliz.
Olhando para o passado, já não me reconheço. Analisando o presente, sinto orgulho da pessoa que me tornei até aqui. E o futuro? Continuarei a lapidar minha pedra bruta...
Tenho várias razões pra enfrentar essa nova empreitada, mas reconheço que o meu desejo maior é aprender.
Vai passar…
É estranho, mas sem você não reconheço alguns lugares.
Parece que certas pessoas perderam a identidade.
Eu não me encontro, pior, eu nem me acho.
Sinto o peso das horas que não passam,
do tempo que não traz contentamento.
Há um enorme vazio,
vivo sem o meu próprio consentimento.
Estranho “sentir” de não sentir nada além da sua ausência.
É uma dor produnda, que parece ter peso e medida,
apesar de ser tão volátil, tão distante.
Mas, como a dor da gente ainda não sai no jornal,
nem vira matéria nas revistas, eu passo muito mal.
Sigo só, andando pelos cantos escuros da minha vida,
com sorrisos forçados, meio amarelados.
Andando meio de lado, como para evitar pessoas.
Aquelas mesmas que perguntam de você.
Viu?
Não sou só eu que estranho a sua ausência…
Vai passar!
É o que eu me repito, é o que eu acredito.
Pelo menos tento buscar algum alento.
Tento sair da rua escura e esquecida da minha desilusão,
para buscar a luz do sol do amor que não desiste,
que insiste em fazer parte das nossas vidas.
Vai passar!
Mas enquanto não passa, eu me despedaço,
em pequenos cacos de solidão,
na insistência de pensar em você.
Obra do meu coração,
esse lugar em que eu não moro,
mas que você habita!
Com sua saída, ficou apenas um rastro da mala no chão empoeirado,
lembrança que insiste em permanecer em mim, que me sinto esvaziado.
Cheio de sonhos, cheio de sensações pelo corpo,
que ainda se arrepia só de pensar em você.
Vai passar…
Enquanto não passa, penso em você.
Momentos felizes
Encontrei teu retrato guardado
E com ele as juras de amor que fizemos.
Lembrei-me do tempo em que nós nos completávamos
E percebi que meu amor transbordava por você.
Eu chorei... e chorei em silêncio.
Desejei voltar ao passado,
Quando sussurrávamos ao ouvido
E nos aquecíamos em um abraço apertado.
Lembrei-me das confidências que trocamos,
As lágrimas que secamos um ao outro,
Dos momentos felizes que vivemos,
E as promessas e juras de amor eterno que fizemos.
Eu desejei fazer você feliz,
Mas percebi que só eu me sentia feliz ao teu lado.
E na minha solidão, descobri que meu amor não saciou teu desejo de amar.
E agora, por onde tu andas não cabem meus passos,
Mas no lugar que me encontro sobra o vazio de teus braços.
E no frio da solidão
Faz-me falta o calor dos teus abraços.
Edney Valentim Araújo
