Coleção pessoal de l_melo
Soneto 18
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
Para mim, o romancista é o historiador do presente, enquanto o historiador é o romancista do passado.
Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador.
“A literatura é a voz de muitos. A forma de gritar para o mundo suas ideias com o poder das palavras’’
