Coleção pessoal de Kleberabdul

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Deus nos ensina que a dignidade também está em saber a hora de ficar em silêncio, de se afastar e de seguir em paz, sem perder a essência e sem abrir mão da fé.

O bom de sermos enganados é que a ingenuidade se desfaz e a sabedoria nasce.

Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.

O silêncio é a primeira língua da alma; nele repousam segredos e verdades que as palavras jamais alcançam. Senhor, dê-me a sabedoria suficiente para que no momento certo eu possa usar a minha primeira lingua.

Deus, na inexorável grandeza de sua providência, descortina-nos a senda sagrada, pois sabe que só os próprios pés humanos, guiados pela luz interior, têm o poder sublime de desvelar os mistérios ocultos do percurso divino.

Deus nos descortina a senda, ciente de que somente nossos próprios passos têm o poder de desvelar seu mistério.

O processo de cura se tece no tempo, que decide o que será eterno e o que apenas passará.

A vida é como uma locomotiva: nem todos os passageiros seguem até o mesmo destino. Alguns descem no meio do caminho sem se despedir, outros nem percebem o ponto exato onde você decide parar.

A vida é como uma locomotiva: cada um segue seu percurso. Alguns passageiros descem sem aviso, outros mal percebem a estação onde você escolhe parar. Mas cada encontro, por breve que seja, deixa sua marca na viagem.

O tempo se arrasta quando se espera; e no deserto, ele parece ainda mais lento, como se a eternidade coubesse em cada instante

O tempo se alonga quando se espera; no deserto, ele se veste de silêncio e se derrama como uma eternidade em cada grão de areia.

O tempo é relativo: na espera, arrasta-se; no deserto, revela sua face infinita, lembrando que a eternidade não é ausência de fim, mas excesso de instantes.

A única coisa que faço é ficar imaginando o momento da minha partida. E não adianta, não consigo escutar mais nada a não ser o tic tac, tic tac do meu tempo que está se esvaindo aos poucos...

Estou passando por uma fase que talvez nada mais faça sentido. Creio que morrer não deva ser tão ruim assim, até porque tudo se acaba; as dores, os problemas e principalmente a falta de perspectiva desse futuro sombrio que me cerca...

Nem sempre escolho o silêncio, mas é nele que as verdades insistem em se ocultar.

O silêncio nem sempre é fruto da minha escolha, mas nele habita um mistério que a razão não alcança. As verdades, como sementes invisíveis, recolhem-se nesse espaço oculto, esperando o tempo certo de germinar. É no silêncio que o ser se confronta com o que é, e o que ainda não ousa revelar. Pois o silêncio não cala, ele guarda.

⁠⁠O que se faz tarde, perde-se, desperdiça-se, ou se faz melhor por esperar o tempo que pode ser o certo. Não sabemos que tempo é esse, a única certeza que temos é que ele passa, e passa depressa...

Deus não escreve histórias com rabiscos de acaso,
Ele traça capítulos de esperança,
onde o fim não é ruína,
mas promessa de um recomeço cheio de luz.
Assim, mesmo quando tudo parece perdido,
há um propósito escondido no tempo.
E esse propósito é vida,
é paz,
é o amanhã que já está sendo preparado
pelas mãos do Senhor.

⁠Esmeralda em Silêncio

Entre mil cores que o mundo me deu,
brilharam teus olhos tão verdes, tão meus.
Não falo de pedras, de joias, de luz,
mas de um verde que acalma, aquece e conduz.

Tua presença é poesia que não precisa rima,
é gesto que dança quando o tempo se aproxima.
Inteligente, romântica, rara de ser,
tens o dom de sentir e também de entender.

E eu, que nada pedi ao destino ou ao céu,
ganhei teu olhar como quem lê um papel
escrito por mãos que conhecem ternura…
Teu jeito é abrigo, teu olhar a cura.

É na dor que nos achegamos a Deus.
Quando o chão somente e só fé permanece
Na lágrima Ele sussurra, e no silêncio Ele nos fortalece.