Coleção pessoal de kellikadanus

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"eu não sei brincar de felizes para sempre. Não sei explicar exatamente por que, mas essa coisa de felicidade eterna me aprisiona, me dá agonia. Chega até a me deprimir as vezes. Então eu sinto uma vontade imensa e incontrolável de jogar tudo pro alto e sair correndo."

"Eu nunca conheci alguém que tenha pavor de ser feliz, nem alguém que corra atrás do sofrimento por livre e espontânea vontade. Eu devo ser mesmo muito maluca. É como se eu precisasse ser feliz em doses homeopáticas, intercaladas com doses de sofrimento pra me deixar mais forte e me ensinar a dar mais valor às coisas."

E eu olho pra você e tenho tanto pra te falar que não falo nada. Apenas observo. Sinto você preencher cada espaço vazio que tinha em mim. E eu estou olhando pra você e me perguntando se eu mereço tanto.

E você não imagina o quanto é assustador pra mim estar em um território que não é meu, fora do controle, perdida e sem armadura alguma pra me defender. Eu precisaria de você o tempo todo pra me lembrar que vai ficar tudo bem, que eu não posso esquecer de respirar e que você não vai me deixar cair.

Porque sair de dentro de mim mesma é sempre um risco grande demais. Porque no final das contas eu sempre estou procurando uma maneira de voltar. E voltar pra casa depois de ter passado um tempo no melhor lugar do mundo nunca é fácil. Então tem todos os tombos pelo caminho, e os enganos, e os contratempos, e as lágrimas, e tudo o que é preciso abrir mão para encontrar um falso equilíbrio. Falso porque ele só existe enquanto eu tenho você. E acaba assim que você vai embora.

Mesmo que eu não queira gostar de ninguém, estou a um passo de gostar de você. Estou perdendo o controle do que havia planejado pra mim. Estou perdendo o jogo pra você. Mas que se dane, afinal.

Gosto de perceber que você é sempre você e não faz isso só pra me agradar.

CARTA PARA O HOMEM QUE MORREU E UM POUCO DE VERDADE VIVA

(...)Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz.
(...)E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu.
(...)Não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê.
Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim.
Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.
(...)Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre.
Para dar tempo de eu ser para sempre.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não.

Eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho.

Quem nunca saiu com o cara errado que atire a primeira pedra! Mas atire nele, por favor.

Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria.

E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado.

Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida. F***-se esse amor. E f***-se você.

Vence quem passa por essa vida rindo. E se o preço que se paga por ser um pouco feliz é ser um pouco idiota, dane-se.

Tento desesperadamente preencher o espaço que você deixou aqui dentro. O problema é que eu não te quero, mas te querendo como nunca. Não te amo, te amando mais do que achei que fosse capaz.

Não posso me dar ao luxo de te trazer de volta para a minha vida, a menos que você venha com suas próprias pernas.

Não penso em você tanto quanto antes. Não lembro de você tanto quanto antes. Mas amo você mais do que antes. Um amor surrado e insistente que se instalou na minha vida e não parece prestes a partir. Um amor que já nasceu, cresceu, deixou de ser amor e voltou com força dobrada. Um amor que ja entendeu a impossibilidade de sua existência, mas nem assim deixou de existir - e incomodar.

Você complica demais coisas que são simples. Não posso te culpar por isso, já que eu também não tenho o dom de simplificar. Mas, se quer saber minha opinião, estamos aqui perdendo tempo enquanto brigamos, arrumamos empecílios e colocamos barreiras entre nós.

Você me diz que eu mereço alguém melhor que você. Mas, por mais nocivo que isso possa ser, eu não quero ninguém melhor. Você me basta. É você que eu quero, de uma maneira insana e intensa como eu nunca quis ninguém antes.

Agora é hora de decidir: te espero, ou te esqueço? E mesmo com todo mundo me dizendo que devo esquecer, vou acabar esperando. Não por muito tempo. Mas vou esperar porque, no fim, acho que ainda vai valer a pena.