Coleção pessoal de KatianaSantiago
Pigmentamos a vida, colorimos a existência, e nesses jardins plantamos, regamos e colhemos nossas emoções. Temos “sabor”, cheiro.
Na realidade Adão não teria ficado no paraíso sozinho, preferiu se deixar seduzir pelas palavras de Eva… Se acostumou com a costelinha, pensou no desamparo e comeu a fruta (essa é minha interpretação para o que houve no paraíso).
Quero transbordar no teu mel, meu afago, minha alegria, luz que irradia minha manhã.
Beleza que elabora os sonhos de agora e os que logo virão.
Tu és meu dó,re, mi da vida e o fá, sol, lá si da minha emoção.
Danço contigo pelas notas mais lindas , tua orquestra é bonita, toca os ritmos mais intensos e profundos de um coração…
Obrigada, palavra é gratidão
Te amo Deus
E ao tempo que ainda me restar quero:
Fazer poesia, contar as estrelas tantas distrações.
Quero rever um caminho, que tenha um moinho que traga canções.
Querer é poder, em toda a forma de ser.
Quero tudo, quero o mundo, o outono, inverno e verão
Primavera todos os dias.
A alegria e também a nostalgia.
Há um material escondido, um estrangeiro dentro de nós. É preciso acessá-lo para que possamos de fato nos conhecer.
As idéias que se apresentam são as idéias das pessoas são pedaços da sua felicidade fragmentada, vem contida de material de angústia, transtorno, ansiedade, sofrimento.
Falei pedaços, portanto cuidado com as representações dos simbolos e seus valores.
Temos que ser um pouco louco, um pouco de tudo, um pouco delírante, em um punhado de fantasia,tocando a fragilidade e um “pouco de mais um pouco” para alcançar a alma que enlouquece.
E pelo mar da vida indo, chegaremos ao porto.
Não olharemos para o grande Oceano já percorrido.
a vista já não alcançará, nem as muitas lutas, nem os ataques dos piratas lembraremos...
Apenas o grande prêmio que alcançou a nossa alma.
A vida é uma grande navegação
Então vamos avante navegantes.
Quem no entanto tem uma doce esperança tem a boa nutriz de sua velhice. Quão doce é a esperança!Vantagem de ser, ela nunca se cansa...
Se nos prendermos aos muitos erros na própria existência, despertaremos com freqüência dos sonhos, como as crianças sobressaltando e viveremos acabrunhados por maus pressentimentos,Os erros nos dão seu "aprendizado"
Quem viveu uma vida justa sonha com uma doce esperança que o acompanha, aquecendo-lhe o coração e nutrindo sua velhice, de fato isso governa de modo soberano o pensamento dos mortais.
Na barca que é a vida temos muitos “eus’ o eu maior e o eu inferior menor, defeitos, imaturidade, ignorância até o fim da nossa navegação. E aprendendo navegamos com o conhecimento, usando as virtudes e unificando a multiplicidade do que temos.
Somos seres de essência,desejamos um porto, mas para chegar até ele, enfrentaremos ventos, tempestades que sopram e levam nossa barca-vida.Depois do porto, hummm desejamos os antigos ventos e lembramos das tempestades com nostalgia, nossa inquietude vaga.
Uma barca solta as amarras para chegar em algum lugar. Não podemos estar presos,nossas raízes,muitas vezes dotadas de engano nos amarram.
Precisamos parar para reparar as velas quando se rompem com os fortes ventos,é preciso está alerta para conhecer nossa personalidade, como é constituída para saber repará-la.
Há crateras que marcam a alma como queima a boca de um dragão, como em uma cruzada debaixo da constelação.
Há escritos que libertam para a vida e outros que nunca terão absolvição
Há palavras desencontradas mas que quando escritas tocam fundo a emoção.
Desconstrói certezas já definidas alicerçadas e defendidas de um tão fiel coração.
E a transgressão? E a cultura, e o mal da civilização? Mal estar?Isso tudo torna o amor infalível, é bicho inconcebível, o simples desejo de desejar e continuar…
O sujeito da “falta” nunca irar repousar
Por ela o mundo é movidos são dores, licores, amores e caprichos!
Há muitas formas de amar, não ousaria uma definição, há uma que percorre as veias, paredes internas mais profundas do homem e sua solidão
O som do mundo com toda sua composição é o amor. Transborda no suave gemido do vento, no canto dos pássaros, nas ondas do mar, nos detalhes muitas vezes despercebidos, do sol que nasce, da lua que se “guarda”, do cuidado de quem a gerou. E em nosso repouso esse mundo continua a trabalhar,somos um precioso mistério compactado, indefinido ainda a investigar, porque a alma pousa, descansa e depois se inquieta a "vaguear"...
