Coleção pessoal de kamorra
Se alguém não exige prova nenhuma para engolir uma mentira sobre você, mas pede um dossiê inteiro para aceitar uma verdade sua, nunca esteve ao seu lado — só esperava um motivo para ficar contra você.
KAMORRA
Eu não amo meu sobrenome por vaidade.
Eu amo porque ele me cobra.
E eu decidi sustentar.
Nesse nome eu coloquei meus valores. Coloquei minha fé.
Coloquei minha disciplina.
Coloquei as noites em silêncio que ninguém viu.
Coloquei a resistência de não me vender por afeto barato.
Kamorra, para mim, não é som.
É postura.
Quando eu digo meu nome, eu lembro do homem que eu preciso ser para não manchá-lo.
Não é sobre ego.
É sobre responsabilidade.
Existem homens que carregam um sobrenome.
E existem homens que transformam o sobrenome em bandeira.
Eu escolhi transformar.
Se um dia perguntarem quem foi Kamorra, eu quero que a resposta não esteja no registro civil, mas no caráter.
Porque nome forte não nasce forte. Ele é honrado todos os dias.
— Marcos Kamorra (Filosofia Kamorrista)
O problema nunca foi o poder.
O problema sempre foi o poder sem limite.
Quando não há freio, não há equilíbrio.
Quando não há equilíbrio, não há liberdade.
E sem liberdade, a democracia vira apenas um discurso bonito.
Toda instituição que acumula poder demais começa a acreditar que não deve satisfação a ninguém.
E quando quem deveria garantir a Constituição passa a interpretar tudo segundo a própria vontade, o povo deixa de ser soberano e vira espectador.
Democracia não é silêncio forçado.
É limite, responsabilidade e prestação de contas.
O nome Kamorra pra mim é um nome agridoce. Ao mesmo tempo que significa confusão, briga, batalha em espanhol, já em hebraico ele reflete a esperança dos israelitas atravessando o mar vermelho e cantando: Mi Kamocha baelim, Adonai?" (Êxodo 15:11).
Eu aprendi que tenho que começar a fazer o que precisa ser feito sem esperar nada em troca. Nem compreensão, nem recompensa, aplauso, tapinha nas costas, troféu ou medalha. Quem pensa como forças especiais, precisa dominar a necessidade de aprovação.
Minhas preferências não são leis do mundo. São apenas opiniões forjadas pelas experiências que vivi e pelos vieses que carrego.
Aprendi a desconfiar de quem se diz neutro e vive em cima do muro. Quem é amigo de todos, no fim, não é leal a ninguém.
Cuidado com os “neutros”. O muro é só um esconderijo pra quem não tem lado. Amigo de todo mundo não é amigo de ninguém.
