Coleção pessoal de K.Novartes

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Há 23 anos estou na fase da metamorfose. Talvez algum dia eu chegue lá, e lá é onde todos morrem. Mas talvez e só talvez a metamorfose continue.

A morte nunca me levou completamente. Nisso travamos um duelo.

Sou um navio cansado, que lotou contra fortes mares e ventanias. Mas, ainda há uma ou duas velas que levam.

Amava-a descabidamente, e guardava entre a alma e a sombra o seu único segredo (que o matará depois): Ela fizera seu coração parar diversas vezes, sendo a primeira e a última.

Apenas uma coisa me tira do eixo: coisadela.

Quero a paz de poder andar descalço.

Não procuro casualidades, quero um porto, mesmo que ele não seja seguro, será nosso, meu e teu e passaremos segurança um para o outro.

A pior depressão é aquela que criamos. É, por exemplo, reclamar da falta de um abraço depois de se trancar sozinho em casa.

Há períodos em que: nascer, morrer e tornar a nascer são rituais diários.

Quisera que a história fosse outra, quisera realmente transcrever alguma coisa nova, diferente. Contudo não há! Não há sequer uma vírgula.

Às vezes, gostaria de não ter mémoria. Seria fascinante ter coragem de fazer tudo de novo.

A cada dia que passa acomulo conhecimentos de como não se deve viver.

A morte é patética!

A experiência é o melhor curso que alguém pode ter.

Os desertos são, sem dúvida, alguns trechos do caminho.

Nunca se preocupe com uma palavra que você já disse.

Não temos outra coisa se não essa imensidão de tons, que sempre se dissipam na noite.

O papel é um ouvido mudo, porém paralisa um pensamento nosso. É um amigo paciente que, nos conta a nossa própria história do melhor jeito do mundo.

Nós sempre temos alguma coisa na manga. O problema é quando começamos a procurar nela um amigo.

Eu li e escrevi textos maravilhosos sobre o amor e as relações humanas. O fato é que isso tudo é uma bobagem, foi tempo perdido.