Coleção pessoal de JulioRamos
O dia houve em que me senti tão pequeno e diminuto, que decidi divagar em meu corpo adentro e frente a meu coração, percebi uma enorme mansão com inúmeros aposentos e tão poucos moradores, onde entendi que preciso amar mais pois ainda a muitos quartos vagos.
Se a sensação da duvida de estar amando já é incrível, imagine a certeza de estar vivendo um grande amor
Ainda hoje, muito dizem o que um dia tanto eu acreditei, que vivendo sozinho somos livres... O fato, é que as caricias da solidão não me fazem transpirar.
Por vezes, a maior responsável pela minha infelicidade é sem duvida alguma essa sede estúpida que sinto pela razão.
O tamanho da tristeza pela morte de um ente querido está extremamente ligada à forma com que vivia o mesmo.
No dia do meu aniversário, a hora que mais tem gente é quando estou só, em meu quarto deitado, começo a fuçar nas prateleiras de minha mente, e é nessa hora que inicia a grande festa...Começa a aparecer gente de todos os lados e de todos aniversários meus que já se foram, nossa quanta gente cantando, sorrindo, bagunçando, brindando e me abraçando.
Nesse passo, tenho que aumentar o tamanho do meu quarto para caber todo mundo no meu próximo aniversário.
A forma mais eficaz de acertar é errando, do contrário, sempre restará a dúvida que implica entre a sorte de ter acertado e o merecimento de ter aprendido.
Na teoria, a tragédia é um gênero dramático de natureza gravíssima, já na prática, é uma situação tomada pelo medo e pela tristeza desproporcional onde o medo, é motivado na angústia em ter que fazer o reconhecimento e a tristeza, se soma ao desespero da confirmação de quem esta ali, inerte, é mesmo quem você tanto ama.
Pai, aos que o corpo despojaram peço que os receba em teus braços, e aos familiares dos mesmos, peço que mande seus anjos para acalentar a alma que tanto arde.
Se o seu empenho tem sido fracionário, por que insiste em reclamar que a vida não lhe da resultados contínuos ?
Quem não tem a saudade como companheira inseparável, ou desconhece o amor ou tem ainda todos que sempre amou vivos e a sua volta.
São as adversidades da vida as responsáveis para avaliar a conduta e dar a medida exata ao caráter do homem.
Entre tantas irracionalidades existenciais, penso que a maior de todas é a de em vão, ficarem tentando sintetizar o amor de mãe, ainda que seja uma delas.
Embora a felicidade seja o nosso destino, a conquista da mesma encontra-se na jornada propriamente dita.
Violência; O que é de natureza idiota, pertence ao idiota. Filosofia barata? Não, muito pelo contrário, vejo tudo como filosofia cara e digo isso não somente pelo alto preço que pagamos de impostos, mas... pela alta perda de valores a que chegamos, políticos com suas estatística inconsequentes nos submetendo a falácias e contudo, sou forçado a crer que é a Urna eleitoral, não a bomba atômica, a arma mais mortal que se possa ter e o mais triste de tudo, é que muita gente ainda não se deu conta disso ainda e em época de eleição, brincam com a urna fazendo dela uma verdadeira roleta russa.
Em época de eleições lembrem-se; Na primeira eleição da terra e com apenas dois candidatos, o povo votou errado; Cristo ou Barrabás?
Se tudo, de um jeito ou de outro nos leva em direção do amor, por que cargas d’água perdemos tanto tempo andando de mãos dadas com o que nos afasta dele ?
Para saber se o amor é eterno julgo ser necessário antes, saber o verdadeiro significado da eternidade.
Pois bem... Imagine que La no sol tivesse um ninho de um dos pássaros mais lento dos quais temos conhecimento ou seja, o pardal. E que o planeta terra fosse uma pedra do tamanho é, logo, imagine o pardal saído de seu ninho voando na sua velocidade habitual em direção a essa imensa pedra, passando por inúmeros percalços nessa longa viagem e no dia em que aqui chegar, o pardal pousa, limpa o bico três vezes nessa pedra, descansa por um milhão de anos e retorna ao seu ninho no sol, lá chegando, ele descansa mais um milhão de anos e retorna em direção a pedra novamente para limpar o bico três vezes, descansa por mais um milhão de anos e assim sucessivamente até quando chegar o dia em que ele gastar essa pedra de tanto limpar o bico, terá então se passado o primeiro segundo da eternidade. Agora eu te pergunto; Quem mesmo você ama por toda eternidade ?
A luz de nossa alma é emanada por Deus entretanto, o brilho da mesma, é alimentado pelo amor próprio, pelo carinho e respeito que sentimos por nós, logo, ninguém, é capaz de ofuscá-lo além de nós mesmo.
Amar a si mesmo, é o inicio de um romance espetacular que dura por toda eternidade pois... É no amor próprio, que passamos a entender na pratica, que Deus habita dentro de nós.
Ainda que minha inteligência me indique que o “SI” postulado no presente me engrandece; Si eu estudar eu aprendo, si eu me manter confiante eu consigo, si eu falar com Deus ele me escuta, si eu cuidar do amor eu me elevo... Volta e meia e sem perceber me pego usando o “SI” no meu pretérito; Si eu tivesse estudado eu teria aprendido, si eu tivesse sido confiante teria conseguido, si eu tivesse falado com Deus ele teria me escutado, se eu tivesse cuidado do amor teria me elevado... Nem é preciso ser um gênio para perceber que o responsável pela minha infelicidade não é minha indagação pelo si mas, o tempo em que o estou conjugando
