Coleção pessoal de JoniBaltar

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Quem abandona ou maltrata animais denota uma profunda falta de higiene na alma.

Conhece o ADN da tua alma: mergulha-te.

— Passei por ti tantas vezes e tu não me viste.
— A sério? Quando e onde?
— Todos os dias, no teu coração.

Coração desacompanhado: amor enferrujado.

As nuvens de Outono só se descerram em lugares pertencentes à poesia.

No Outono, a previsão é de chuva de poesia.

As linhas do teu corpo: desalinham as minhas noites.

Quero outonar-me contigo até as andorinhas voltarem.

Há pessoas desesperadamente a querer aparecer nas bancas de bancos vazios e à procura de serem bancadas.

Há infernos mascarados de céu.

— Agora sei que cheguei a casa.
— Porquê?
— Porque acabaram-se-me os caminhos.

— Já não quero ficar contigo para sempre.
— Não?
— Não! Sempre é pouco tempo.

O poema só é do poeta antes de este o escrever.

Vidas que falam de vidas alheias, nunca saíram das colmeias.

Antigamente acordava a manhã, agora é a manhã que me acorda. Esta travessia no tempo ensinou-me a envelhecer as noites e jovializar os dias.

Entre a guerra e o ódio, venha o humano e escolha.

A maior paixão de um coração desumano é odiar profundamente.

— Queres atar a tua noite à minha noite?
— Sim!
— Então, desata o silêncio da tua cama.

Quando caem poemas, não caiem as paredes.

Por último, cheguei em primeiro.