Coleção pessoal de JoniBaltar

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Há infernos mascarados de céu.

— Agora sei que cheguei a casa.
— Porquê?
— Porque acabaram-se-me os caminhos.

— Já não quero ficar contigo para sempre.
— Não?
— Não! Sempre é pouco tempo.

O poema só é do poeta antes de este o escrever.

Vidas que falam de vidas alheias, nunca saíram das colmeias.

Antigamente acordava a manhã, agora é a manhã que me acorda. Esta travessia no tempo ensinou-me a envelhecer as noites e jovializar os dias.

Entre a guerra e o ódio, venha o humano e escolha.

A maior paixão de um coração desumano é odiar profundamente.

— Queres atar a tua noite à minha noite?
— Sim!
— Então, desata o silêncio da tua cama.

Quando caem poemas, não caiem as paredes.

Por último, cheguei em primeiro.

Acorda: o sonho está a chegar.

O teu (a)mar já não tem o mesmo som.

Geometricamente sinto-te desta forma: coração.

Gosto quando tu me infinitas.

Na zona da normalidade: estou loucamente ausente.

Quando me beijas: fico ausente do fim.

Por fim: cheguei ao recomeço de mim.

Nascer é expor-se vagarosamente à morte.

Algumas vezes o coração faz-nos isto: estamos perto de quem está longe e estamos longe de quem está perto.