Coleção pessoal de JoniBaltar

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Entre milhões de
rostos iguais,
há sempre um
que carrega um
universo inteiro.

Sentir é aceitar que
há verdades sem palavras.
Sonhar é aprender
a ver o invisível.

Quem lê acumula mundos; Quem dança consome o mundo no fogo de um instante.

Há abraços que não
se desfazem,
mesmo quando
os braços se soltam.

A lua cheia não
ilumina a noite:
ensina-te a atravessá-la.

Adoro quando tu tiras-me
as palavras da boca com a tua boca
e as colocas a derreter na tua pele.

Ir não é afastar-se, é querer ser
do tamanho do horizonte.

As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.


As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.


E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.

A tua pele é
território onde
a minha alma assina
o próprio infinito.

Quero ser o barco
que percorre
cada centímetro do teu
íntimo oceano secreto.

Tu és a viagem
que me desnuda
por dentro,
principalmente
na respiração funda
antes do beijo.

O teu nome escorre quente
nos meus pensamentos
durante a madrugada.

Por vezes, uma canção cansa de ser melodia e decide aprender a respirar dentro de alguém.

A desordem honesta
revela mais do que
a perfeição ensaiada.

No fim, o que contou não é o que deu certo, é o que nos transformou.
Uma vida sem riscos pode ser longa,
mas raramente é memorável.

Amar é acordar ofegante
de um sonho que
tinha a tua boca.

A solidariedade é uma força silenciosa, mas profundamente transformadora. Ela nasce quando escolhemos olhar além de nós mesmos e reconhecer o outro como parte do mesmo caminho.

Por vezes, quebrar regras
não é desordem:
é fidelidade ao que
ainda não existe.

O relógio marca a velocidade do tempo, mas não consegue soletrar
a velocidade das ausências.

A bondade é ficar
quando tudo em nós
quer partir.