Coleção pessoal de JoniBaltar

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Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.


E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.


Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.


Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.


Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.


Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.

Entre zeros e infinitos,
a poesia é o número
que define a
alma humana.

Há músicas que
navegam em todas
as marés do peito.

Um coração
que rejeita
o outono
não aprende a
amadurecer a dor.

São os acordes do teu sorriso
que fazem o refrão
do meu coração.

- Posso?
- Sim, sim podes.
- Hummm, soube a poesia!!!

Quero ir contigo a um lugar
onde as árvores suspiram
e escrevem nos solos
a caligrafia do outono.

Esta folha de papel
em branco quis
ser poema: tu.

Esta forma cega
de te ver
sem os olhos.


Esta forma cósmica
de sentir fortemente
a tua presença
quando tu não estás.

Há verdades que
só a chuva do outono
sabe descrever.

O idioma de outono
é um dialeto secreto
entre o poeta e a chuva.

Não ando sozinho,
carrego comigo a
humildade, sabedoria
e a proteção dos que
vieram antes.

Quem entende
a profundidade da
caminhada,
não teme o desvio.

O sentido da vida
é ter o coração
preenchido,
e a alma eterniza
os instantes.

Esta casa tem vista
para o agora.

Rasguei a pele,
encontrei um poema.

Quando as
epidermes falam
o mesmo idioma:
outubro ferve verão.

Sonhei contigo:
a realidade salivou.

O cérebro é ponderado,
o coração arrisca— e é nesse desequilíbrio perfeito
que de forma lunática surge a paixão.

O cérebro vaticina caminhos,
o coração inventa asas.
E é a voar sem mapa
que se chega até ao Amor.