Coleção pessoal de JonataRodrigues
Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.
Este chão não me é chão
É da solidão, um labirinto
De uma louca em aflito
Que se aflige em perdição
Clamo então, por redenção
Por um viver distinto
Em outro plano, outro recinto
Que me permita a aliteração
Como me falta a esperança!
Como me abusa a ânsia!
Nesta maldita terra de intemperança
Na mazela-circunstância
Deito e durmo na lembrança
De ser feliz, mas à distância
"A felicidade é o ponto de equilíbrio.
Entre a honestidade, A lealdade e a realização pessoal. Você é Feliz?"
#TARDE
Secretamente, entre a sombra e a alma...
O ocaso da vida...
Uma conversa entre recordações...
E cerveja gelada...
Separando o ontem do amanhã...
Pode ser o tempo de nossa felicidade...
Vivo entre formas luminosas e vagas...
Aqui estou eu...
Minha temporaridade...
Sempre em minha vida foram demasiadas as coisas...
Caminhos foram ecos e passos...
Deleite meu...
Acho que tenho tudo que quero...
À sombra de coqueiros...
Sandro Paschoal Nogueira
Toda manhã recebo mais uma oportunidade de fazer diferente.
Um Recomeço.
Na oportunidade evitarei o erro.
Deixemos o acaso decidir nosso futuro e não precisaremos reclamar do insucesso.
(...)
Afinal não nos esforçamos por nada mesmo.
Não resista às mudanças simplesmente. Não assista aos desafios sem tentar. Sim, insista em busca do seu melhor caminho.
Talvez a porta estava aberta, talvez o medo fosse o meu, talvez a espera fosse a tua ou talvez a porta estava fechada, talvez o medo fosse teu, talvez a espera fosse a minha.
