Coleção pessoal de JessicaMarquez

Encontrados 14 pensamentos na coleção de JessicaMarquez

"...mas no fundo acreditava naquele final de frase que dizia “NOS” assim maiúsculo e sem acento, afinal era como ela sempre a deixara; sem assento, sem teto,sem chão. Apenas respirando e isso já era de certo alguma coisa."

Jéssica Marques

De fato, se fosse ouvir a razão, nunca mais te queria. Acontece que o coração é chão sem cerâmica...

Jéssica Marques

Escrevo porque não posso engolir o mundo, não pude pari o mundo e como quem abre as pernas pra dá;a luz.

Jéssica Marques

E faço dos meus sofrimentos, salmouras (...)

Jéssica Marques

E fumou seu cigarro na ânsia de engolir a fumaça.
Era mas fácil que engolir 'humanos'.

Jéssica Marques

"...para que Eros subscreva toda essa idolatria que consagro a ti."

Jéssica Marques

"Vastos são os meus transtornos diários e minhas flores noturnas."

Jéssica Marques

"E lá distante nela ainda se avistava, sinais doces de menina aos quinze anos..."

Jéssica Marques

"...Tenho um jeito calamitoso de amar, e isso me leva ao desalento que sinto
e que passa nesse exato instante.Quero cremar toda essa dor latejante que faz decrépita e caduca, por isso que deram o nome de amor, por isso que efêmero é em mim, por mais dorido que seja, eu não acredito nele, eu acredito nos conhaques que me deixam lúcida, que me saciam, que me bastam."

Jéssica Marques

"...Vez em quando era o sol, pensava o sol, como sol
era o sol, só!"

Jéssica Marques

Transbordado, transbordando.
Ausências de cheiros, perfumes na pele trêmula. Seca de Nordeste.

Jéssica Marques

"Eu me pus a escrever porque falar não alimentava minha dor."

Jéssica Marques

Ela tem cheiro de manhã de domingo

Jéssica Marques
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Dentro dos olhos farpados de Berenice (Ou no pulsar dela)

No pulsar pequeno ou medíocre da menina-moça-ou-mulher-velha que costumava acompanhar o relógio que tinha estendido na parede da saleta de sua casa tão vasta quanto seus apuros, estudava as voltas dadas pelo ponteiro como quem fielmente vai à missa ao domingo e cada tic-tac soava nos ouvidos apressados de Berê que pendurava os olhos na varanda que se escondia todas às tardes para tocaiar o mar. O mesmo mostrava-a os traços profundos carregados em sua face de uma mocidade mal vivida, preocupada com a filosofia agitada do tempo os números marcavam o contorno da cabeça de Berê que tinha olhos de chumbo e pesavam mais que seu corpo; Carregava dentro de uma pequena bolsa de mão,sua alma embrulhada com papel crepom e uma fita amarela que com algumas voltas formara um laço, se pôs a observar a vida apenas pela janela e o tempo corria nas ruas sem calçamento da menina que sorria um sorriso insosso ou amargo para o senhor das horas passadas que por vez batia informando os últimos segundos do meio-dia. O relógio da saleta parou. Os olhos em farpas também... E a vida!

Jéssica Marques
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