Coleção pessoal de JaniceRocha
Há dias em que o coração aperta e eu nem sei por quê… só sei que dói.Mas confio em Deus, porque Ele entende o que nem eu consigo dizer.
Logo o frio vai passar.
E quando o sol nascer outra vez, você vai entender: não era o fim… era Deus começando algo novo em você.
Mesmo quando o coração aperta e o caminho parece mais pesado, Deus continua sendo abrigo.
Ele não apaga os dias difíceis, mas caminha conosco em cada um deles e isso muda tudo.
Há consolo, há força, há amor… porque Deus está presente.
Percebi que o adeus começa muito antes da partida… quando o outro já não se importa que a gente fique.
O erro não está em amar.
Está em continuar quando o amor deixa de existir, e em chamar de amor aquilo que só fere e desgasta.
Quando o coração se anula para manter alguém por perto, o amor deixa de ser abrigo e se torna prisão.
Ninguém deveria se destruir tentando salvar o que já não se sustenta.
Amar é doar-se, sim...mas nunca ao ponto de se perder.
Overdadeiro amor, aquele que vem de Deus, não pede a nossa ruína; ele nos restaura, nos faz florescer, nos devolve a nós mesmos.
Muitas pessoas vivem sustentando relações que as consomem, acreditando que amar é suportar, que ceder é sinônimo de fidelidade e que o perdão constante é prova de fé. Mas há um limite entre o amor que cura e o amor que adoece.
Há amores que chegam com a promessa de vida, mas aos poucos vão nos roubando o ar. São sentimentos que nascem puros, cheios de esperança, e que, por ingenuidade ou entrega demais, acabamos regando mesmo quando já não há flor... só espinhos.
Há dias em que o coração não quer plateia.
Quer apenas o canto mais quieto da alma, aquele onde o barulho do mundo não alcança e onde o sussurro de Deus se faz nítido.
A vida é feita de estações. Há dias de sol pleno, onde tudo parece encaixar-se como um abraço perfeito. Nessas manhãs de céu azul, é fácil sorrir e sentir-se amado. A caminhada é leve, o fardo é quase imperceptível.
O coração se cansa... não de tanto trabalhar, mas de tanto se afastar da paz. E essa paz só é encontrada quando voltamos ao nosso refúgio interior, o lugar silencioso onde o amor de Deus fala baixinho conosco.
Há momentos em que a vida parece barulhenta demais. São tantas vozes dizendo o que devemos fazer, ser ou ter, que acabamos esquecendo quem realmente somos.
Há mulheres raras que Deus envia à terra com missões silenciosas e imensas: amar mesmo quando dói, sustentar mesmo quando falta força e continuar mesmo quando o chão se desfaz sob os pés.
Janice F Rocha
Que cada um encontre, dentro de si, um pequeno refúgio de paz... um lugar onde só a voz de Jesus tenha espaço. É ali que descobrimos quem realmente somos:
filhos e filhas amados.
O que buscamos reencontrar nunca se perdeu...está em Jesus, esperando, com paciência e amor, o momento em que o coração volte a cantar em Sua direção.
Quando o mundo parecer vazio e frio, lembre-se: o silêncio também pode florescer. Basta permitir que o Espírito Santo sopre esperança e gratidão dentro do coração. Então, tudo volta a viver.
Voltar para Jesus é aprender a escutar de novo... não a voz do medo, mas a voz da promessa. Não o eco das falhas, mas o doce chamado que diz:
“Você é amado(a). Eu estou aqui.”
Muitas vezes, calamos o que sentimos para agradar o mundo. Guardamos a verdade dentro de nós e deixamos de ouvir a voz que realmente importa: a voz de Deus.
