Coleção pessoal de JaniceRocha
Os anos que já se foram guardaram suas alegrias e dores, levaram consigo pessoas, lugares e versões de mim mesma que já não existem.
Hoje, restam-me os anos que ainda posso florescer e isso me basta.
Às vezes a alma só precisa de um abrigo onde possa chorar sem medo e, ao mesmo tempo, lembrar que o choro também é uma forma de cura.
O amor verdadeiro não cobra presença, entende ausência.
Não exige explicação, oferece oração.
Quando aprendemos a acolher, em vez de julgar, o coração encontra descanso.
O corpo pode até cansar. Mas a alma que descansa em Jesus sempre encontra leveza, abrigo e descanso.
Viver o agora é uma forma silenciosa de oração, um jeito de reconhecer o sopro da vida que Deus nos dá. Quando a mente se aquieta, fica mais fácil ouvir a voz suave que acalma.
A ansiedade é isso: um excesso de futuro tentando caber no presente. É a vontade de controlar o que ainda nem chegou. E, nessa tentativa de antecipar tudo, a força vai se esgotando, e a esperança se esconde atrás do medo.
O coração encontra calmaria ao lado de quem é de casa: aqueles que celebram nossas pequenas conquistas, que acolhem sem medir, que oferecem ombro e silêncio quando a alma precisa respirar. São presentes que Deus coloca suavemente em nossa caminhada.
O traidor escreve sua história na areia; quem confia, escreve a sua na rocha da fé. E nesta rocha, há sempre abrigo, consolo e a esperança de uma nova manhã.
Quem despreza a água que o saciou revela apenas a seca do próprio interior.
A ausência de gratidão mostra a imaturidade de quem ainda não aprendeu o valor do gesto puro, do amor sem interesse.
O tempo, com sua justiça silenciosa, sempre traz a lição.
Um dia, o sedento lembrará da água que ignorou... não por castigo, mas porque o vazio da alma sempre clama pela fonte que lhe faltou.
Continuar a ser fonte é confiar em Deus. É crer que a bondade, semeada com sinceridade, jamais se perde... mesmo que o reconhecimento falhe.
A alma sempre pode florescer, mesmo após cruzar com caminhos difíceis, contanto que a sabedoria prevaleça para não cair nas mesmas armadilhas.
A jornada da vida revela que certas dores, de tempos em tempos, parecem tentar um retorno com outra roupagem. São situações ou retornos que chegam com palavras novas, promessas refeitas, mas que, na essência, carregam o mesmo olhar que um dia feriu a alma.
