Coleção pessoal de ivo_pereira
A chuva cai e traz teu rastro no ar,
O cheiro da terra molhada me lembra teu olhar.
Cada gota que toca o chão é um segredo teu,
Que meu coração guarda, silencioso, fiel.
O vento sussurra teu nome entre folhas e flores,
Misturando o aroma da chuva aos nossos amores.
Fecho os olhos e respiro teu abraço distante,
Sentindo que estás aqui, mesmo que hesitante.
O perfume da terra desperta memórias antigas,
Como o primeiro toque, o primeiro sorriso, as brigas.
Tudo se mistura, chuva, saudade e desejo,
Transformando a distância em um doce ensejo.
E assim, sob o céu cinza e molhado,
Meu coração te procura, meu corpo fica encantado.
O cheiro da chuva é ponte entre nós dois,
E cada gota caindo me lembra o que sou a sós.
Fica comigo nesta chuva que é só nossa,
Onde cada gota molha a alma e nos abraça.
Que o cheiro da terra, da chuva e do teu ser
Sejam lembrança eterna do que é viver e amar.
Os óleos das plantas misturam-se ao nosso querer,
Como se o mundo conspirasse só pra nos ver.
Meu coração pulsa no ritmo da chuva e do teu perfume,
E tudo se transforma em paixão que consome
Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido
O ar fresco carrega segredos e promessas, eem cada sopro, sinto teu perfume ausente.
Mesmo longe, a chuva nos aproxima,
como se o mundo inteiro respirasse nosso amor.
O cheiro da chuva me leva a teus olhos, onde vejo a luz que acende meu coração.
Cada gota parece sussurrar teu riso,
molhando a alma sedenta do meu desejo
E quando a terra exala seu cheiro terroso, me lembro que amor também floresce na chuva.
Nosso toque, como a água, é instante e eterno,
e cada gota sela o pacto de nossos corações
Filme que passa lento
No tempinho de chuva, a sala se enche de calor,
o aconchego do teu abraço é meu porto seguro.
Eu e você, perdidos no filme que passa lento, no silêncio do teu olhar, encontro o mundo inteiro.
O abraço que envolve nossos gestos e risos, onde memórias e suspiros se misturam sem pressa.
Cada cena se torna nossa, cada palavra um toque, como cena de filme, eterna e perfeita.
Entre pipoca e suspiros, o tempo parece parar, cada instante contigo é aconchego e encanto.
Nós dois, no sofá, abraçados e tranquilos, e no silêncio do teu olhar, posso existir.
E quando a chuva insiste em bater na janela, o aconchego que nos envolve nos faz flutuar.
Entre memórias e suspiros, a vida se faz poesia, como filme de amor, gravado só para nós dois.
Onde o Tempo Para
O teu olhar é um rio que corre devagar,
leva comigo segredos que eu nem sabia ter.
Cada gesto teu é poema silencioso,
que insiste em me encontrar mesmo sem querer.
Teu riso é música que não se explica,
ecoando dentro do peito, leve e inteiro.
É brisa que bagunça os cabelos
e deixa o mundo mais bonito por inteiro.
No toque da tua mão, o tempo para,
e tudo que era incerto se faz certo.
És promessa de paz e tempestade,
mistério doce que me prende e me solta.
Se o amor tivesse cheiro, teria teu nome,
seria feito de instantes como este:
olhos que se encontram sem pressa,
e um coração que finalmente sabe onde repousar.
A Delicadeza do Agora
Existe um instante raro em que tudo silencia,
um lugar secreto entre nós,
onde o sentir é mais forte que a pressa,
e o presente aprende a respirar.
É ali que acontece a delicadeza do agora,
quando o tempo aprende a amar,
despido de urgência, sem cobranças,
apenas ficando.
Nesse espaço invisível, onde o tempo se curva,
os gestos falam mais que promessas,
e cada olhar é uma escolha calma
de permanecer.
Então fazemos uma pausa,
não para fugir do mundo,
mas para existir juntos,
como se o amor fosse exatamente isso.
Pausa (Entre Nós)
Quando estamos juntos,
o tempo aprende a ser delicado conosco,
como se cada segundo soubesse
que o amor também precisa de suavidade.
Entre teus gestos e o meu silêncio,
tudo ao redor perde a pressa de existir,
e a vida faz uma pausa para nos olhar,
reconhecendo em nós um instante raro.
Então entendemos, sem dizer nada,
que não é o amor que corre atrás do tempo,
é o tempo que se curva diante de nós,
respeitando aquilo que nasceu para ficar.
Tiro sua roupa
Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.
Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.
Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.
E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.
Debaixo da roupa dela
Debaixo da roupa dela
há um coração que pulsa em silêncio, um mundo de ternura e cuidado, onde cada gesto é abrigo.
Debaixo da roupa dela
moram histórias que o tempo escreveu, cicatrizes que viraram força, e um amor que aprende a confiar.
Debaixo da roupa dela
o silêncio fala mais que palavras,
cada olhar é promessa tranquila,
cada sorriso, um lar possível.
Debaixo da roupa dela
não há mistério, há entrega serena,
um universo simples e verdadeiro
que escolheu caminhar ao meu lado.
Aprender a ser delicado
Ela é poesia que não pede rima,
é beleza que acontece sem esforço,
como se o mundo tivesse parado
só pra aprender a ser delicado nela.
O olhar carrega um carinho tímido,
desses que chegam devagar
e ficam.
Quando encontra o meu,
o tempo desacelera sem avisar.
O sorriso…
ah, o sorriso.
Não promete nada,
mas entrega tudo:
calma, desejo manso,
vontade de permanecer.
Ela é o tipo de pessoa
que não se esquece fácil.
Porque não passa —
ela marca.
E quem sente,
sente fundo.
Existem histórias
Ela chega como luz de fim de tarde,
dessas que atravessam a janela
sem pedir licença
e mudam o clima do dia inteiro.
Nos olhos, mora um silêncio bonito,
daqueles que não afastam,
aproximam.
Um mistério calmo,
que dá vontade de ficar.
O sorriso não grita,
ele sussurra.
E nesse sussurro
existe aconchego,
existem histórias que ainda não foram contadas.
Ela é dessas presenças raras:
não precisa chamar atenção —
ela simplesmente acontece.
E quem vê, sente.
Linguagem da tua pele
Teu corpo me chama no silêncio,
e eu me perco na linguagem da tua pele, nesse calor que se aproxima devagar e ensina o desejo a respirar.
Suspiros se confundem no ar,
mãos aprendem caminhos sem nome, e o que nasce entre nós
já não aceita fronteiras.
Quando a pele encontra a pele,
o mundo recolhe a própria voz,
e só permanece esse fogo íntimo,
ardendo sem pedir permissão.
Seleção Brasileira
Quatro anos carregando
o mesmo silêncio,
a taça distante, o sonho adiado.
Cada derrota virou cicatriz,
cada espera, um nó no peito do país.
O tempo passou devagar demais,
como quem olha o relógio
antes do apito final.
Mas a camisa segue
pesada de história,
e o verde-amarelo nunca desaprendeu a acreditar.
Agora é ano de Copa.
O coração volta a bater mais forte,
a rua se pinta de esperança,
e o passado vira combustível,
não medo.
Porque mesmo depois da ausência,
o Brasil entra em campo
com fé renovada.
Talvez seja este o ano.
Talvez seja agora.
A taça ainda não veio —
mas a esperança…
essa nunca saiu. 🇧🇷
Palmeiras
Verde que não é só cor,
é promessa,
é peito aberto cantando no escuro do estádio.
Cada passo no gramado carrega história,
cada grito na arquibancada vira destino.
Forjado na luta, gigante no silêncio,
vence quem aprende a cair sem perder a fé.
Quando o jogo aperta,
o coração responde:
ser palmeirense é ficar
quando todos duvidam.
Há títulos, sim
— mas há algo maior:
o laço invisível entre gerações.
Avô, pai, filho, o mesmo escudo no peito, omesmo amor que não se explica, se herda.
E quando a bola beija a rede,
não é só gol
— é catarse, é lágrima, é chão tremendo.
Porque esse verde não passa,
ele mora.
Arqueiro
Sou arqueiro do silêncio,
aponto flechas de intenção no escuro,
meu arco é feito de espera
e a mira, do que sinto por você.
Tensiono o peito como corda,
respiro fundo antes do disparo—
sei que toda verdade lançada
pode ferir ou libertar.
Minhas flechas não pedem sangue,
buscam o centro do teu medo,
querem pousar no teu coração
sem fazer barulho.
E se eu errar o alvo, tudo bem:
arqueiro também aprende com o vento.
Mas se eu acertar, que seja amor
cravado, definitivo, inteiro.
