Coleção pessoal de ivo_pereira
Quando o seu coração foi estilhaçado e remodelado em algo que já não parece normal dentro do seu próprio peito, perdoar soa como uma palavra sem sentido no meio de uma conversa.
Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.
Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.
Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.
E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.
Atrai o meu coração
Atrai o meu coração
como a lua puxa o mar,
sem fazer força, sem prometer ficar.
É um chamado mudo, um doce perigo, teu olhar me encontra
antes mesmo do abrigo.
Atrai o meu coração
no silêncio do teu nome,
onde a saudade nasce
antes que a falta se some.
Te penso inteiro em pequenos detalhes, no tempo que para
quando o mundo falha.
Atrai o meu coração
com gestos tão leves,
como quem ama sem fazer alardes.
Teu toque é verso que não sei fugir,
é porto e naufrágio querendo existir.
Atrai o meu coração
— e eu deixo levar, porque
amar você é não resistir ao mar.
Se for queda, que seja no teu chão,
se for amor, que seja tua direção.
Sob o capuz da noite, teu olhar me encontra, tenso como a corda do arco antes do destino.
Não miras apenas o alvo distante
— miras o que em mim
ainda não sabe fugir.
Teus dedos firmes seguram o silêncio, e a flecha, hesitante, aprende o caminho do desejo.
Entre guerra e sombra,
teu peito bate como quem
ama sem pedir permissão.
És guardião do que não se diz,
herói de um amor que caminha
às escondidas.
E se um dia tua flecha me atingir,
que seja no ponto exato onde
mora o “fica”.
Porque mesmo em meio à luta,
teu gesto revela:
há corações que só se rendem
a quem sabe mirar com cuidado.
Quando o nome foi arrancado,
a história ficou.
Chamaram de SEP, chamaram de Palestra, tentaram apagar
— mas a camisa resistiu ao tempo,
e o verde aprendeu a lutar antes mesmo de vencer.
No campo,
o Verdão cresce como muralha.
Não corre sozinho, avança com gerações, cada passo carrega um grito antigo, cada vitória lembra que grandeza não se herda
— se conquista.
Quando chamam de Porco,
é guerra declarada.
É raça, é choque, é alma sem recuo,
é o orgulho que nasceu do insulto
e voltou como símbolo de união e coragem.
E quando a bola pede arte, surge a Academia.
O jogo vira lição, o gol vira memória,
e o Palmeiras prova, mais uma vez,
que sua glória não passa
— ela permanece.
Enquanto te olhava
Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.
Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.
Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.
Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.
Se não fosse ex
Se não fosse ex,
seria ainda atual, seria mensagem debom-dia sem medo,
seria o costume bonito de te ter por perto como quem nunca aprendeu a dizer adeus.
Se não fosse ex,
Teu nome ainda moraria
no lado mais calmo do meu peito,
onde o tempo passa devagar
e o amor não precisa se explicar.
Se não fosse ex,
Seríamos presente, não lembrança que dói e aquece ao mesmo tempo, seríamos planos simples, risos soltos, uma vida acontecendo
Sem pressa.
Se não fosse ex,
talvez eu ainda fosse casa,
e você, vontade de ficar.
Aprovado ou reprovei do seu amor?
Entreguei meu coração como quem faz prova final, sem cola, sem defesa, só verdade no olhar.
Estudei teus silêncios, decorei teu sorriso, mas teu resultado nunca quis se revelar.
Esperei a correção no intervalo dos dias, cada mensagem tua era um ponto a mais em mim.
Quando demorava, o medo me reprovava por dentro,
e eu refazia a esperança,
mesmo perto do fim.
Se eu errei, foi por amar além do permitido, por responder com alma o que pedias em razão.
Se acertei, foi por nunca desistir de você, mesmo com o coração em recuperação.
Então diz, sem rodeios,
sem nota escondida:
passei nessa matéria chamada
“nós dois”?
Ou sigo refazendo essa prova da vida, até teu amor me dizer se fico…
ou se vou.
Quem é ela na noite escura?
É a luz que não se apaga!
Quem manda no meu silêncio?
É o nome dela ecoando na alma!
O que faço quando o mundo pesa?
Eu penso nela e sigo em frente!
Quem segura minha coragem?
O amor que aprendi a chamar pelo nome dela!
Se eu cair, quem me levanta?
Ela, mesmo sem saber!
Se eu sangrar por dentro, quem cura?
O sorriso dela, mesmo distante!
Por quem vale lutar até o fim?
Por ela!
Por quem o coração não recua?
Por ela
— minha guerra,
minha paz, minha vitória!
O que sustenta um relacionamento
O que sustenta um relacionamento
não é só o amor que chega bonito,
é a escolha diária de ficar
quando seria mais fácil partir.
É o respeito que segura a palavra,
o silêncio que não vira desprezo,
é saber ouvir a dor do outro
sem transformar amor em disputa.
Sustenta-se no cuidado dos gestos simples, no “estou aqui” dito sem alarde, na paciência que entende o tempo e na lealdade quando ninguém vê.
Porque amar é fácil quando tudo floresce, difícil é regar quando o chão está seco, e só permanece quem entende que amor se constrói…
não se promete.
Quando o amor vier outra vez,
será que vai bater de mansinho,
ou chegar sem pedir licença,
bagunçando tudo o que eu jurei esquecer?
Quando o amor vier outra vez,
vai reconhecer minhas cicatrizes
ou passar por elas sem medo,
como quem entende o silêncio do meu peito?
Quando o amor vier outra vez,
terei coragem de abrir a porta,
ou vou fingir que não ouvi os passos
com medo de sofrer o mesmo adeus?
Quando o amor vier outra vez,
será para ficar,
ou apenas para me lembrar
que amar ainda dói…
mas vale?
O coração é enganoso...
O coração é enganoso quando jura eternidade, bate forte por promessas que o tempo não confirma.
Ele acredita em olhares como se fossem verdades, e transforma um simples toque em destino.
Ele se perde fácil entre silêncios e esperanças, confunde ausência com saudade, distância com amor.
Insiste em enxergar luz onde só há lembranças, e chama de escolha aquilo que foi dor.
Ainda assim, é nele que mora a coragem de sentir, mesmo sabendo que pode sangrar em segredo.
Pois amar é aceitar o risco de cair,
é caminhar de mãos dadas com o medo.
E mesmo enganoso, eu sigo o coração, porque sem ele a vida seria vazia demais.
Se amar é errar, que seja por paixão,
pois só erra quem sente
— e sente quem é capaz.
